Entrevista: RODRIGO MARENNA (Lacross)



A banda LACROSS faz o show de lançamento de seu primeiro álbum no Vagão Bar no próximo sábado. Para falar mais sobre este passo tão importante, entrei em contato com Rodrigo Marenna, vocalista e compositor do grupo, que conta ainda com Ricco Sirtoli (g), Diego De Toni (bt) e Leandro Moretti (bx), onde ele conta um pouco da sua história e os planos futuros com o Lacross.

HEAVYNROLL - A banda começou em 2008 e passou por algumas reformulações até chegar ao produto final atual. Você até a pouco tempo era o baixista e vocal, mas vi em uma entrevista na UCS tv que agora conta com um novo integrante. Conte um pouco de sua história e da banda, de onde você veio, como começou na música e conheceu os caras do Lacross.

RODRIGO - Bom, a historia começa em 1993, quando decidi que iria ser vocalista, arranjei um trabalho temporario que custeou meus estudos por 2 anos na área do canto lírico, em seguida começei a cantar em bandas no cenário Underground de Pelotas, foram várias, as mais marcantes, foram a banda Attro de Heavy Metal, cantei um ano nessa banda e gravei uma música " Demons Child " numa coletanea chamada "Rock Soldiers Vol. 2", durante 7 anos cantei no coral da UCpel, em 1999 formei a banda de Hard Rock " Poser " que durou por 7 anos até 2006, nesta época eu ja morava em Caxias, moro aqui deste 2004. Quando a Poser acabou, levei grande parte das composições comigo e o desejo era retomar o trabalho de onde tinha parado, assim me juntei aos irmãos : Rafael e Vinicius De Antoni, onde formamos a banda chamada Privê, fizemos alguns shows aqui em Caxias como trio em festivais de Underground, mas ai acabamos encontrando o Ricco Sirtoli que entrou como baixista para eu so ficar no vocal, pouco tempo depois, o Ricco foi para a Guitarra e o Eduardo Lima entrou como baixista, fizemos 2 ou 3 shows com esta formação que logo em seguida acabou, ficando somente eu e o Ricco, ai resolvemos formar a Lacross, a proposta era fazer um Hard Rock, que não soasse como Hard Rock e sim como apenas Rock, pesado com letras que falam a realidade e muita melodia, ficamos um bom tempo compondo até acharmos o Diego e formarmos a Lacross, ele entrou na banda no meio de Outubro de 2008 e de lá pra ca, temos buscado nosso espaço na cena nacional. Pois é, em dezembro agora de 2010, o Leandro Moretti entrou para o time, inicialmente como contratado, a parte decisora da banda teoricamente ainda continua sendo eu o Ricco e o Diego, O Leandro é ótimo, um cara honesto, maduro, e musicalmente falando de cair o queixo, a contribuição dele é incrivel para o trabalho, quem for nos shows vai perceber isso, até por que eu não sou um " grande baixista " sempre me considerei um cara que cantava, que curtia tocar um baixo de vez em quando... rsrsrsrs . A ideia é ele se integrar cada vez mais a banda, hoje após 3 meses já é fato que o cara ja faz parte do trabalho como um todo, é inegável, portanto, com certeza ele apareça cada vez mais com a banda e naturalmente encontrando o seu espaço nela.

HEAVYNROLL - O fato do batera Diego De Toni ter participado do reality show "Geléia Musical" da Multishow abriu portas para que o LaCross ficasse de alguma forma conhecida nacionalmente?

RODRIGO - Bom, na verdade isso vamos começar a sentir agora mesmo, pois é difícil você chegar para um contato legal e dizer olha eu tenho uma banda, mas cade o teu material, o que voce ja fez.... isso não existe, ninguem te da oportunidade se voce não tem um bom cartão de visitas, agora com o CD, o Site e embreve um clipe legal... É que vamos ativar todos os contatos que ele fez e que foram muitos bem estratégicos e quem sabe tentar algo por São Paulo ainda este ano.
 Abriu alguma importante porta para o trabalho da banda? Abre com certeza, na hora de veicular materiais, agendar entrevistas, shows, isso eh legal, ter esse reconhecimento, o Diego é um " Artista " nato.... quem convive com ele saca isso na hora, ele ta no caminho certo...

HEAVYNROLL - A banda acaba de lançar o seu primeiro álbum após o grande sucesso da demo que antecedeu este trabalho. Faltando poucos dias para o show de lançamento, como está sendo a aceitação do público e da mídia?

RODRIGO - A expectativa é grande, afinal são 18 meses de trabalho, compondo, gravando, produzindo, pensando o que fica legal, o que vale a pena... tudo isso para o público, eu espero sinceramente que a grande maioria das pessoas aceitem esta nova roupagem do nosso trabalho, estamos soando um pouco mais comercial, mas enfim, ainda é o bom e velho Rock And Roll, estamos agendando várias entrevistas, e fazendo importantes contatos de divulgação, acho que vamos começar a visualizar isso daqui um tempo... o lance é pagar pra ver !!!

HEAVYNROLL - Ouvindo as músicas disponibilizadas no site, não difícil notar o cuidado que tiveram com a produção do álbum. A sonoridade está ótima e os arranjos muito bem encaixados e na dose certa. Além dos recursos do Financiarte, de quem é o mérito deste resultado?

RODRIGO - O merito é de todos que fizeram parte do disco, tivemos muita sorte de encontrar as pessoas certas para este trabalho, cada detalhe foi super bem pensado, justamente por que, esse seria o nosso cartão de visitas pelo menos por 12 meses, entao tinhamos que caprichar, mas com certeza a mão do Caldo Caldart fez diferença, ele tinha produzido nossa Demo já e foi mais fácil trabalhar com ele no disco, por ele saber o que precisava ser melhorado, sabia o que podia tirar da banda nesse disco, o pessoal do Estúdio AltaVoz, nossa, tiveram muita paciencia conosco e nos ajudaram muito na captação e o que podia ser timbrado de melhor. O pessoal do Noise Audio de Farroupilha que lapidou o produto final, o Boll3t, que nos ajudou e nos ajuda muito ainda ate hoje, nosso fiel conselheiro.rsrsrsrs Cuidou e cuida de toda a nossa produção visual, Gustavo Vara, que viajou de São Paulo para cá para fazer as nossas fotos, enfim,a todos que contribuíram, inclusive nossos amigos que deram suas críticas e palpites .... acho que este disco é nosso, mas antes de mais nada é para todos aqueles que acreditam no Rock e que ele não pode morrer nunca !!!

HEAVYNROLL - O cd ainda conta com a participação de Rodrigo Tavares, baixista do Fresno, como aconteceu esta parceria?

RODRIGO - Nossa! Essa história é uma loucura, so de me lembrar rsrsrsrsrs..... Eu e o Rodrigo nos conhecemos em Pelotas em 1994. Sempre nos demos muito bem, depois, em 1998 acho ... ele foi embora e por um tempo perdemos o contato, há uns 4 anos voltamos a nos falar e no verao do ano passado, nos encontramos num bar em Pelotas, e rolamos um papo onde pintou o lance dele participar do CD, ai na ultima hora ele resolveu que faria um solo de Guitarra, pois pouca gente sabe que ele é na verdade Guitarrista... mas enfim, fui muito massa, ele nos mandou os videos dele gravando o solo dias atras.....
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HEAVYNROLL - Além do show no Vagão bar no próximo dia 26, também farão o lançamento em Porto Alegre no dia 18 de Março no grande Zepellin Rock Bar. Este seria o começo de alguma turnê?

RODRIGO - Temos o dia 26/02, como lançamento do CD, logo depois 11/03 temos dois shows, um de lançamento da nova sala do Centro de Cultura Ordovas, onde fomos convidados para o evento, e na mesma noite, vamos encarar um outro tipo de público no Portal, onde vamos tocar uns covers na linha Rock Rádio e músicas do nosso Album, no dia 18, segue o contexto, vamos lançar o disco na capital, estamos em contato com casas de todo o estado e festivais, vamos ver o que rola, a ideia é tocar em tudo que for possivel !!!! rsrsrsrs Se pintar uma turnê, você será o primeiro saber !!!
 Como está a agenda e o planejamento da banda para 2011? Em andamento, vários contatos, inclusive fora do estado, acho que vamos dar uma " banda " por ai, mais no meio do ano.... mas o lance sera investir em publicidade, internet e festivais... essa é a ideia por enquanto.

HEAVYNROLL - Rodrigo, quero agradecer demais a oportunidade e desejar um ótimo lançamento. Para finalizar, deixa o seu recado ao pessoal que acompanha oLaCross:

RODRIGO - Imagina, a Lacross que agradece a oportunidade, é sempre bom divulgar o trabalho, o que posso dizer é que agora é a hora de acreditar, e apoiar as bandas do cenário local, abrir a mente, chega de mesmice.... tem que tirar a bunda da cadeira e por a máquina pra rodar !!!
Esperamos todos que curtem um Rock honesto e sem rótulos, sejam bem vindos ao nosso mundo !!! Não vamos parar por aqui....
Um Grande Abraço a Todos.


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As Maiores influências de Rodrigo Marenna:

  • Ian Gillan
  • Glenn Hughes
  • Ronnye James Dio
  • David Coverdalle
  • Jon Bon Jovi

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Os 10 álbuns que fizeram a cabeça de Marenna:

  • Made In Japan - Deep Purple (Foi por causa desse disco que começei a cantar Rock !!!)
  • The Number Of The Beast - Iron Maiden 
  • 1984 - Van Halen
  • 1987 - Whitesnake
  • Use Your Illusion - Guns n Roses ( Esse disco eu me lembro de ter dormido na fila da loja para comprar ele no dia do lançamento rsrsrsrsrs..... em vinil ainda )
  • Dehumanizer - Black Sabbath ( Esse disco é na minha opinião o trabalho mais incrível de vocal do nosso saudoso Ronie James Dio )
  • Born Again - Black Sabbath ( Quase fiquei rouco uma vez cantando todo esse disco aos 16 anos ) rsrsrsrsrs.
  • To Hell With The Devil - Stryper
  • Bump Ahead - Mr. Big
  • No More Tears - Ozzy Osbourne


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MARCOS DE ROS: O Vento Encanado (Peças de Bravura)

[Resenha] AKASHIC - Timeless Realm (2000)


Uma das mais injustiçadas e talentosas bandas de progmetal nacional, o AKASHIC estava muito além do seu tempo - pelo menos no Brasil - e mesmo escutado hoje em dia ele continua atual. "Timeless Realm" foi lançado em 2000 durante uma turnê pela Europa e o que vemos neste álbum é o resultado da experiência e dedicação de músicos do mais alto gabarito, formado por RAFAEL GUBERT (v), MARCOS DE ROS (g), FÁBIO ALVES (bx), ÉDER BERGOZZA (tc) e MAURÍCIO MEINERT (bt).

O AKASHIC foi formado a partir do fim da banda DE ROS, e nas primeiras demos ainda contava com SANDRO STECANELLA (T-Rox) na bateria, que saiu da banda pouco antes de embarcarem para Europa.

Lembro quando coloquei o CD pela primeira vez para ouvir e a sensação de estar ouvindo uma das melhores bandas do estilo. O álbum abre com "Heaven´s Call" com um teclado místico e marcações muito legais e já nas primeiras palavras você reconhece o gigantesco talento do mestre RAFAEL GUBERT, pra mim uma das mais belas e originais vozes do metal nacional. A música evolui para um metal ao estilo SYMPHONY X mas sem perder a identidade, crédito para o estilo inconfundível do guitarrista MARCOS DE ROS.

Em seguida vem a já clássica "For Freedom", uma música um pouco mais cadenciada e com um refrão bem marcante. Tem uma parte nela que é emoção pura, exatamente aos 2:38 mim, seguido de uma levada bem setentista com solos de guitarra e teclados.

"Visions and Signs" é uma mistura de heavy tradiconal e prog metal. Ela começa bem rápida com uma melodia de guitarra e vocal muito fodas! Lá pela metade ela assume um tom mais prog com um exelente solo de guitarra e uns contrapontos de bateria e teclados, perfeita!

Confesso que essa é a música que eu menos gosto do AKASHIC, acho até mesmo que é a única, mas mesmo assim não deixo de ouvi-la. "Who am I?" tem um riff de guitarra bem esquisito, meio cromático, mas logo que entra o vocal do GUBERT tu não quer mais trocar de faixa e o que vem a seguir é uma influência setentista bem marcante nos arranjos.

Destruição!!! Essa é a palavra que define "The Fire of Temptation", uma música rápida e de um refrão emocionante, acho até que a coisa mais pesada que a banda fez. Essa música é perfeita em todos os sentidos. 

"Dove", uma balada comercial, mas que não perde a essência. Ela é emocionante e perfeita do começo ao fim, desde o belo vocal até o incrível solo de baixo do mestre Fábio Alves e o emocionante solo final de Marcos De Ros. Essa música inclusive tocou em rádios da região, quando ainda se tocava coisa que prestasse.



Agora vem a minha música preferida, "Memories". A introdução de piano e vocal é de arrepiar, a música vai evoluindo aos poucos até alcançar o peso máximo. Com muitas mudanças de ritmos e levadas é o som que mais define o estilo progmetal neste álbum, lembrando muito o estilo do SYMPHONY X novamente.

Com uma introdução de baixo com wha-wha, "Salvation" começa com uma levada bem cadenciada com riffs bem simples o que deixa o som muito agradável de se escutar, como que um descanso após perder o fôlego com "Memories".

"Gates of Firmament" começa com a marca registrada de MARCOS DE ROS, um solo bem clássico e recheado de arpeggios, lembrando muito o até então recente período da banda DE ROS. 

O álbum termina com "Veiled Secrets", uma música mais ao estilo DREAM THEATER. Ela também tem muita influência do rock progressivo do final dos anos 70 e se mantém assim até os 2:40 mim, quando o peso vem contudo seguido de um belo tema de guitarra. Vai alternando assim, a calmaria com o peso até o fim, dando um acabamento soberbo ao trabalho.

NOTA - 9,5
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AKASHIC - Timeless Realm (2000)
(Scallabis Records-PT/Hellion Records-BR)
tracklist
01 - Heaven´s Call
02 - For Freedom
03 - Voices and Signs
04 - Who am I?
05 - The Fire of Temptation 
06 - Dove
07 - Memories 
08 - Salbation
09 - Gates od Firmament
10 - Veiled Secrets

Line-up
Rafael Gubert - voz
Marcos De Ros - guitarra
Éder Bergozza - teclados
Fábio Alves - baixo
Maurício Meinert - bateria



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(Editor / Redator / Músico)





THE SCEPTIC: Em processo de gravação do primeiro álbum

A banda de Death Metal The Sceptic, iniciou o processo de gravação de seu debut – ainda sem título definido - após adquirir equipamento de gravação, os músicos da banda buscarão especialização para utilizar o equipamento de onde resultarão as gravações do CD, podendo assim realizar o trabalho em casa, com tranqüilidade e sem a pressão de estar em um estúdio.
Segundo Lander “The Sceptic” (guitarra/vocal), testes estão sendo realizados nas timbragens das guitarras e baixo, buscando assim uma sonoridade ideal. Entretanto, o profissional que cuidará de toda a finalização do trabalho ainda não foi escolhido, mas já adianta um possível candidato: “O produtor e músico Paulo Schroeber (guitarra – Hammer 67 e Astafix) já está dando uma assessoria para nós, e mais adiante iremos decidir como será esta segunda parte do trabalho (edição, mixagem e masterização), se ele assumirá ou será outro profissional.”

Serão gravadas oito faixas inéditas, que mesclarão de forma bem clara e definida toda a bagagem extrema que possuem estes músicos, praticando um Death Metal técnico, pesado e agressivo. Fique de olho no Twitter da banda (www.twitter.com/thesceptic_band) para conferir mais novidades.

Fonte> Wargods assessoria de imprensa

Matéria Especial: Os melhores de 2010 (Resultado)

Finalizado a enquete, temos o resultado dos "melhores" ou, se preferir os álbuns e trabalhos que mais chamaram a atenção dos roqueiros caxienses em 2010. Claro que, independente do resultado, isso não significa a opinião de todos os leitores já que o número de votos foi mediano, talvez devido aos problemas que o blog enfrentou no começo do ano, algumas pessoas ainda estão acessando a antiga página. 
Mas deu para ter uma idéia do que está acontecendo na cena caxiense, o a galera anda ouvindo por aqui, e o que chamou a atenção foi que o heavy metal foi o estilo mais votado. Então vamos aos 5 melhores álbums de 2010:

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1º Lugar 
55% dos votos 
Carpe Diem - SASHA ZAVISTANOVICZ









2º Lugar
40% dos votos
Mental Illness - HAMMER 67









3º Lugar
37% dos votos
All Exits Are Closed - EXIT11









4º Lugar
24% dos votos
Antithesis - ANAXES









5º lUGAR
21% dos votos
Crossing No-Fly Zone/Forcefulness - HECATOMBE


LACROSS: Lançamento de Cd

Orquestra de Sopros: Especial de Verão

[Resenha] MR. BIG - "What If..." (2010)


Este disco marca o retorno de uma banda incrível em sua formação original. Com Paul Gilbert nas guitarras, Billy Sheehan no baixo, Pat Torpey nas baquetas e Eric Martin nos vocais.
É um prato cheio pra quem é fã da banda, que apresenta em "What if" um trabalho maduro e de muito bom gosto. Os timbres estão incríveis e com a produção de Kevin Shirley, o MR.BIG alcançou uma sonoridade impecável. O destaque vai para a energia de "American Beauty", o suspense de "Nobody left to blame", o peso de "Once upon a time" e também para a belíssima balada "Stranger in my life". Recomendo!



Mr. Big - What If... (2010)
(Frontiers Records)

01 - Undertow
02 - American Beauty
03 - Stranger In My Life
04 - Nobody Takes The Blame
05 - Still Ain’t Enough For Me
06 - Once Upon A Time
07 - As Far As I Can See
08 - All The Way Up
09 - I Won’t Get In My Way
10 - Around The World
11 - I Get The Feeling
12 - Unforgiven (faixa bônus exclusiva para a Europa e América do Norte – não na edição em vinil)
 

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Novidades: Site Metal Caxias


Já está no ar a alguns dias o site Metal Caxias, que tem a proposta de unir e centralizar informações sobre a cena metal de Caixas do sul e região. O site é de fácil navegação, ao estilo Blog, e é idealizado pelo fundador da Comunidade Metal Caxias, Alcione Cardoso

HEAVYNROLL - O que levou você a criar um site sobre o metal de Caxias do Sul?

AlcioneO que me motivou a criar o site Metal Caxias foi ampliar a maneira de divulgar e apoiar a Cena Metal de Caxias. O Orkut tem suas limitações técnicas e não atendia meus objetivos. Tanto na comunidade quanto no site conto com ajuda da minha amiga e co-proprietária Camila Vitorazzi.

HEAVYNROLL - Há alguma vertente preferencial para ser abordada no site? 

ALCIONE - Temos como objetivo abranger todo e qualquer estilo, vertente ou subgênero do Metal, do tradicional ao extremo, passando pelos novos estilos, como o deathcore. Mas o verdadeiro Metal que queremos apoiar é o Metal AUTORAL de Caxias do Sul. Bandas que tenham músicas próprias, cds independentes sendo lançados ou shows agendados terão total apoio do site.

HEAVYNROLL - Sobre o conteúdo informativo, o que o leitor encontrará ao acessar o site Metal Caxias?

ALCIONE Vamos prestigiar músicos e bandas da cidade e da região, com entrevistas, resenhas ou material temático, como, por exemplo, a seção Bandas do Passado, onde resgatamos um pouco do histórico de bandas que não se apresentam mais ou não estão mais na ativa, a Cena Metal de Caxias tem um débito com várias bandas que mostraram seu trabalho para o público caxiense, mas infelizmente, ou não foram reconhecidos, ou por algum motivo tiveram que parar suas atividades.

O site abre as portas para as bandas mostrarem seu trabalho e apreciamos qualquer ajuda de nossos leitores/visitantes.


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Fica a dica!!!

Download: HeavynRoll Collection 2010


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01 - Teu Desenho (Gringos e Troianos)
02 - Campo dos Bugres (Cucastortas)
03 - O Que Pensei Em Escrever (The Trippers)
04 - Devaneio (Agente Ed)
05 - Salário Mínimo (Exilados)
06 - Homo Volans (Zava)
07 - Quanto Vale a Liberdade (Viollet)
08 - Quevedo (Mouai)
09 - Sonhos (Rosa Vermelha)
10 - Prima Facie (Colagem)
11 - There´s a Hollow (Hecatombe)
12 - 1984 (Hammer 67)
13 - Get Ready to Rock (Exit11)
14 - To Believe (Anaxes)
15 - Last Words  (Ynis Vitrin)
16 - Dreaming (Sasha Zavistanovicz)
17 - A Fé Está Morta (Álgida)


[Resenha] ARCTIC MONKEYS - "Hambug" (2009)

Por Breno Dallas
Porreno Dallas (Pindorália)

Arctic Monkeys - Hambug (2009)

A primeira vez que escutei este álbum, achei lento e arrastado, comparado aos álbuns anteriores do Arctic Monkeys. Mas depois de algum tempo em que o ouvido foi se acostumando ao clima sombrio deste disco, ele não saiu mais do meu tocador de mp3, e a cada vez que escuto percebo novos detalhes e nuances. Com certeza foi um disco muito bem trabalhado, se tratando não só dos arranjos, mas como das composições e timbragens; contrabaixo carrancudo e minimamente distorcido, guitarras cortantes viradas em overdrive, tremolos e efeitos muito bem variados, presença de órgãos Hammond muito bem posicionados, e talvez o principal ponto positivo, as incríveis levadas de bateria de Matt Helders.
Eu indico este disco a todos aqueles que ainda esperam algo do rock do Século XXI, e que não procuram apenas o instantâneo nele, mas sim algo de clássico, de profundo. Poderíamos citar discos clássicos dos Beatles ou do Black Sabbath, mas este disco saiu há pouco mais de um ano e se põe em ecos da música verdadeiramente trabalhada e sentida. É muito bonito e verdadeiro, eu mesmo não sentia tanto amor por um disco recém-lançado desde o "Is This It", que o Strokes lançou em 2001, um outro clássico da música indie no início deste século.
Primeiramente, poderia destacar a faixa "Cryin' Lighting", primeiro single do álbum, que dita muito bem o clima do mesmo e tem momentos muito interessantes. Porém, deixamos o destaque para a canção "Secret Door", composição muito bem arquitetada e de gravação impecável, uma linda canção com todo o estilo do Arctic Monkeys. Mas para aqueles que querem ouvir uma porrada na orelha - mais Heavy 'n' Roll mesmo, indico a faixa "Pretty Visitors", pesarosa, rápida e venenosa, como uma cobra no deserto.
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Hambug - Arctic Monkeys (2009)
(Domino Records)

01 - My Propeller
02 - Crying Lightning
03 - Dangerous Animals
04 - Secret Door
05 - Potion Approaching
06 - Fire and the Thud
07 - Comerstone
08 - Dance Little Liar
09 - Pretty Visitors
10 - The Jeweller´s Hands
11 - I Haven´t Got My Strange
12 - Red Right Hand 




Entrevista com PAULO SCHROEBER

[ENTREVISTA] Por MARCO PAIM

Um dos melhores guitarristas brasileiros da atualidade e com um estilo de tocar muito peculiar. Paulo Schroeber (Hammer 67 / Astafix) se destaca por sua originalidade e versatilidade, e acima de tudo, sua história na música de Caxias do Sul.

HEAVYNROLL - Você é um músico que já está na estrada há um bom tempo. Versátil, passou por diversas bandas de estilos diferentes, indo do mais extremo death metal (Fear Ritual) até o poprock (Naja) passando pelo metal melódico (Burning in Hell). Avaliando a você mesmo, defina no que essas experiências contribuiriam para o crescimento como guitarrista e pessoa. Conte um pouco da sua história.

PAULO SCHROEBER - Na realidade comecei com uma banda de Death Metal, pois foi o estilo que mais ouvi quando era mais jovem. Principalmente as bandas mais técnicas, gostava muito daqueles zilhões de bases tocadas em apenas uma música. Tanto é que um dos motivos que a FEAR RITUAL acabou foi justamente por causa disso, comecei a ficar meio paranóico com esse negócio das bases e ninguém da banda aguentava mais decorar tantos riffs em uma música só, (Risos)...o que foi uma pena.
Com a NAJA e a FALL UP (banda anterior a Naja) aprendi muito, pois fiz muitos shows com essas bandas. Muito da minha postura de palco se deve a essa época, pois tocávamos praticamente todo o fim de semana. Tocando nesse assunto acho muito importante na formação musical de qualquer músico colocar o “pé na estrada”, para mim é tão importante quanto as horas de estudo que se passa quando se estuda em casa.
Tenho um carinho muito imenso também pelo violão clássico, inclusive esse ano pretendo retomar meus estudos de violão que infelizmente abandonei no passado, pois foi com o clássico que eu aprendi a disciplina da música, toda essa coisa de cronogramas, metas, etc.
Todos os estilos que eu toquei foram muito válidos para minha formação musical e minha versatilidade como músico, não tem como negar, mas não adianta eu querer me enganar, sou headbanger de corpo e alma, pois tudo o que eu sou hoje em dia devo ao Metal, toda a minha paixão pela música e a vontade de largar tudo para tocar guitarra se deve a vontade de tocar e entender esse estilo. Pode parecer papo piegas, mas é a pura verdade, hahahaha...

HEAVYNROLL  O convite para entrar na banda ALMAH e posteriormente a gravar um Cd, onde inclusive, teve toda a liberdade de colocar suas idéias, abriram portas para um reconhecimento nacional; Como foi este contato com Edu Falaschi, como aconteceu?

PAULO SCHROEBERFoi idéia de Marcelo Moreira. Segundo ele o ALMAH precisava de uma linguagem um pouco mais metal, e ele comentou que conhecia uma pessoa na cidade onde morava que poderia ajudar nas composições, no caso eu. Fiquei um pouco surpreso, pois ele foi bem direto, “liga para o Edu e combina com ele”...liguei para o Edu e ele me pediu para ir no outro dia para SP. Admito que fiquei um pouco nervoso, mas pensei...”mais do que pagar uma passagem de avião”...
Cheguei lá e lembro que no que cheguei já começamos a trabalhar sem parar, em dois sons, foram dois dias exaustivos, pois só parávamos para dormir e comer.
Quando tudo estava pronto, voltei e uma semana recebi o email do Edu me informando que eu era o novo guitarrista do ALMAH. Na verdade na hora não entendi muito bem, mas depois de termos feitos alguns shows é que caiu a ficha da importância desse acontecimento em minha carreira. Foi uma época muito boa, espero voltarmos a ativa em breve.

HEAVYNROLL  - Falando nisso, em que pé anda o Almah? A banda acabou, deu um tempo, planejam alguma coisa para o futuro?

PAULO SCHROEBER - Boa pergunta...a banda não acabou não, muito pelo contrário, estamos planejando se reunir para compor nos próximos meses.
Como todos os integrantes tem muitos compromissos não é uma tarefa tão fácil reunir todos ao mesmo tempo, mas logo logo pelo menos eu estou indo para SP para já ir adiantando alguma coisa com o Edu.

HEAVYNROLL  - Mais tarde você entrou na banda Astafix liderado pelo ex-guitarrista do Cpm22Wally. Onde você o conheceu? Quais as novidades para 2011?

PAULO SCHROEBEREle ouviu falar de mim, e me ouviu tocar ainda na época em que estava gravando o "Fragile Equality", e foi o produtor Brendan Duffey que me indicou para ele, pois o Wally estava finalizando o Endever no mesmo estúdio. Passado um tempo estava tocando com o Almah no Sesc em Santo André e ele foi ver o show, e me convidou para tomarmos umas cervejas depois. Fomos em um buteco qualquer perto da Paulista, e passada 6 da manhã, já estava todo mundo briaco, óbvio, e eu na maior cara de pau praticamente me escalei para fazer um solo no disco, mas eu não sabia que ele estava afim de me convidar para tocar no ASTAFIX! No fim fechou todas, passada a ressaca no outro dia eu já estava na banda.
Finalizamos para 2011 o DVD "Live in São Paulo", que logo estará nas lojas e estamos já com algumas composições novas para lançar o disco novo na metade do ano, além de estar planejando uma turnê européia para o fim do ano.

HEAVYNROLL  - "Mental Illness" foi lançado em 2010, trouxe uma sonoridade inovadora, pelo menos em Caxias do Sul. O Hammer 67 fez uma divulgação discreta, com poucos shows. Como foi as coisas fora daqui, a opinião da crítica? A banda planeja algo mais forte para 2011, um novo trabalho ou uma turnê?

PAULO SCHROEBERÉ verdade. Apesar de ser um disco diferenciado, e o trabalho ter ficado bom, tivemos vários problemas com nosso baterista, mas que já foi resolvido com a entrada de Thiago Caurio na banda recentemente. Hoje mesmo Niuton Paganela e Evandro Brito, vocalista e guitarrista respectivamente, vieram aqui e fizemos um planejamento para 2011. Já estamos com um planejamento de divulgação mais concreto, e com mais seis sons novos, além de já estar agendado a gravação de nosso segundo clipe da banda para daqui a um mês. Nosso site finalmente está no ar www.hammer67.com, e espero que o ano de 2011 seja um pouco menos turbulento para nós, pois infelizmente cruzamos com pessoas erradas no caminho, o que nos fez atrasar muito o trabalho da banda. Mas pode ter certeza que esse ano vamos botar para quebrar.

HEAVYNROLL  - Você está para lançar uma vídeo aula (Já estava na hora). Este material será lançado quando e onde? Fale um pouco também de seus endorses, quais as marcas que você utiliza no momento?

PAULO SCHROEBERSim!! Está em fase de finalização, acredito que daqui a uma semana estará tudo pronto. Vou lançar ela em março e se trata dos riffs e solos do "Fragile Equality". Será lançado em Dvd, e a distribuição provavelmente por hora será apenas em meu site.
Uso atualmente as marcas Condor e Andréllis, são todas guitarras  de 7 cordas, e atualmente chegou do forno a minha de 8 cordas, Nunes By Andrellis. Também sou endorsee da CS guitar, de Bento Gonçalves, que sem dúvida alguma é a melhor regulagem que um instrumentista pode ter em um instrumento!!



HEAVYNROLL  - Paulo gostaria de agradecer a oportunidade desta entrevista. Deixe um recado para seus amigos e fãs:

PAULO SCHROEBER - Gostaria de agradecer a todos que me apoiaram e me apoiam de alguma forma, meus amigos e principalmente a minha família. Muito obrigado.

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5 principais influências:
  • Toni Iommi
  • Jason Becker
  • Dimebag Darrel
  • Allan Holdsworth
  • Trey Azagthoth.
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10 álbuns que mais marcaram:
  • Restless and WildAccept
  • Master of RealityBlack Sabbath 
  • Perpetual BurnJason Becker
  • Live EvilBlack Sabbath
  • Domination Morbid Angel
  • Symbolic Death
  • Speed Metal SimphonyCacophony
  • Passion and WarfareSteve Vai
  • Maximum SecurityTony Macalpine
  • Ressurection Venom
PS. "E não esquecendo também qualquer disco do Allan Holdsworth, pois até hoje não entendo absolutamente nada do que ele está tocando!!!"

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