20 de setembro de 2012

[Eu Recomendo] O Heavy Metal dos Anos 90` (1995)

Por Marco Paim
1995

"Symbolic" - Death

Mais uma vez Chuck Shuldiner surpreende o mundo com sua musicalidade e bom gosto. Esta é outra obra prima da banda Death e traz uma produção impecável em sua sonoridade e composições.
Tudo soa tão pesado e sólido, e apesar da velocidade de algumas músicas, você consegue ouvir cada instrumento em todos os detalhes. 
Não consigo destacar músicas em especial, pois o álbum inteiro é formidável. Chuck tinha um estilo único de tocar e compor coisas que fugiam do trivial e deixa o ouvinte de boca aberta a cada faixa e mudança de tempo de suas músicas. Isso sem contar com o ótimo bom gosto nos timbres. Musicalidade a flor da pele de um dos melhores guitarristas que o mundo já viu!

"Imaginations From the Other Side" - Blind Guardian

Um clássico do powermetal alemão, este álbum tras a banda em seu grande momento. Pesado e técnico, com músicas memoráveis é uma das grandes obras primas da história do metal.  O álbum já abre com a apoteótica faixa título e seus riffs maravilhosos em mais de 7 minutos de muita porrada. "Past and Future Secret", uma balada ao estilo celta, leva o ouvinte ao clima medieval. Aqui também encontramos a clássica "Bright Eyes", pra mim uma das melhores músicas já compostas por uma banda de metal, maravilhosa. 
Mas o destaque constante neste álbum é o incrível vocal de Hunsi Kürsch com seu timbre único e peculiar.

"A Small Deadly Space" - Fight

Peso! Mas muito peso!! Essa é a regra deste álbum, que conta com a uma maravilhosa performance de Rob Halford e uma banda inspiradíssima. Este é o segundo e último trabalho oficial do Fight e traz uma banda ainda mais pesada e explorando novos timbres e afinações. 
Aqui podemos notar uma inversão da história, onde o mestre é influenciado pelo discípulo quando vemos referências claras ao som do Pantera e até Alice in Chains. Típico metal dos anos 90.
Destaque para a pesadona "I Am Alive", "Legacy of Hate" com um refrão muito fôda, a melancólica "Blowout in the Radio Room" e as fodásticas "Gretna Greene" e "Beneath the Violence".

"Land of the Free" - Gamma Ray

Depois de sair do Helloween, Kai Hansen montou uma banda tão poderosa quanto a sua antecessora, o magnífico Gamma Ray. E com a saída de Ralf Sheepers após o 3º álbum, Hansen assume definitivamente os vocais da banda e lança está verdadeira obra prima do power e melódico. 
"Rebellion in a Dreamland" é espetacular, seguida de "All of the Damned", "Gods of Deliverence", "Salvation´s Calling", "Land of the Free" e com a participação de Mike Kiske "Time to Break Free".

"The Damnation Game" - Symphony X

Este é primeiro álbum do Symphony X com a maravilhosa voz de Russel Allen, e também um dos melhores álbuns da discografia da banda. Nele vemos uma grande influência de Mallmsteen e musica clássica somados ao estilo progressive metal da banda que se moldava. Destaque para a clássica "The Damnation Game" e sua introdução arrasadora, "Drassed to Kill", a intrincada "The Edge of Forever", as atmosféricas "Whispers" e a "A Winter´s Dream (Part I eII)"

"Sacrifice" - Motorhead

O álbum já abre com uma das melhores levadas de batera, "Sacrifice"! Méritos do grande mestre Mikkey Dee. O Motorhead estava muito pesado nesta época, tocando um metal rápido e áspero. Outros destaques ficam por conta da pesadíssima "Over Your Shoulder", "War for War" e "Dog-Face Boy".


"Nola" - Down

Incrível como a banda de Phil Anselmo consegue ser carismática apesar de sombria e pesadíssima. Os riffs de guitarras, apesar de muito inspiradas nos clássicos álbuns do Black Sabbath dos anos 70, ainda assim são muito criativos, bem sacados e atuais. A gravação é bem crua, ao estilo "War of Words" do Fight, mas mais puxado para uma demo bem gravada. Destaques para "Bury Me In Smoke", "Hail the Leaf", "Lifer", a clássica "Rehab", "Swan Song" e "Temptetions Wings".

"The X-Factor" - Iron Maiden

Após a saída de Bruce Dickinson a banda se viu em uma maratona para conseguir um novo vocalista e seguir em frente. Foi a feito até mesmo um concurso, onde cantores do mundo inteiro mandaram seus materias. O caso famoso é o de André Matos, que ficou entre 3 primeiros colocados.
Então surge um tal de Blaze Bayley... Um cantor mediano e com alcance limitado que, de alguma forma, que até hoje é um mistério, conquistou um lugar ao sol na banda de Steve Harris. O álbum não é ruim, aliás, as músicas são ótimas e voz até se encaixou no contexto sombrio e melancólico do álbum. O problema mesmo foi ao vivo...
Mas enfim, destaques para a grandiosa "Sign of the Cross", "Lord of the Flies", a rápida "Man on the Edge", "Blood on the World´s Hands" e "2.A.M".

"Ozzmosis" - Ozzy Osbourne

Este álbum foi gravado com um time de grandes nomes da história do rock pesado. Além de Ozzy, é claro,  temos ainda Zakk Wylde, Geezer Butler, Deen Castronovo e o lendário Rick Wakeman. O resultado é um grande e pesadíssimo trabalho do Véio Doidão. Destaques para a clássica "Perry Mason", "I Just Want You", "Thunder Underground", "See You on the Other Side" e "Tomorrow".

Álbuns Lives

"Japan Live 94`" - Savatage
Um execelente registro da turnê do álbum "Handful of Rain". Uma performance espetacular de uma das melhores bandas da década de 90.


"Alive in Studio A" - Bruce Dickinson
Este álbum é bem curioso, pois ele é um duplo ao vivo gravado em 2 lugares diferentes. O primeiro cd gravado ao vivo no estúdio, como num ensaio, e o segundo no The Marquee. Bem interessante como a banda soava bem.

"Cross Purposes Live" - Black Sabbath
Quando ele foi lançado foi comparado ao Live Evil, o que eu acho um exagero, já que tanto o repertório quanto a performance de Tony Martin não são lá essas coisas. Mas é um álbum interessante de se ouvir.


Outros álbuns lançados neste ano





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