15 de agosto de 2013

[Resenha] Festival de Baixo de Bento Gonçalves: Encontro de gigantes na Serra Gaúcha

[RESENHA] Por Geraldo Andrade


Ano passado, tive o privilégio de assistir ao Festival de Baixo de Bento Gonçalves, na Serra Gaúcha, na cidade de Bento Gonçalves, um evento que reúne os melhores baixistas do Brasil, onde o destaque, é claro, é o baixo. Quem já assistiu, vai saber o que estou falando, é um show fantástico, as pessoas ficam boquiabertas com a qualidade dos músicos e das apresentações.

Este ano, tive a honra de ser convidado, para novamente, voltar ao Festival, dessa vez acompanhando a banda do meu grande amigo Valdi Dalla Rosa (Rosa Tattooada), a VALDI DALLA ROSA & BANDA.

Festival começou na sexta-feira, dia 09, aconteceu no Hotel Dall’Onder, com as apresentações de Monty Python Band (RS), Fernando Molinari (SP), Ronaldo Lobo (SP), Adriano Giffoni (RJ) e Projeto Street Dance (RS), a entrada era gratuita (mais um quilo de alimento não perecível).

Amanheceu um dia feio na Serra, frio e muita chuva, até vinha a dúvida, ir ou não ir? Mas, sabendo do que iria presenciar, a duvida acabou (risos). Ônibus marcado para as 15 horas, chego à rodoviária de Caxias do Sul, às 14 horas e 30 min. Com muita chuva!

A viagem até Bento Gonçalves é demorada, leva 01 hora e pouco, muitas paradas e a atenção do motorista redobrada. Chego a Bento e ligo para Valdi, vou direto ao Hotel Dall’Onder, lá encontro Valdi e sua banda. Estava quase começando a passagem de som, o local era lindo e grande, perfeito para um espetáculo dessa grandiosidade. 

Passagem de som feita, a banda deixa tudo “redondinho”, tudo pronto para a apresentação, que seria a penúltima da noite, que ainda teria Alexandre Ritter e André Loss (RS), Jorge Mathias (RJ), João de Sousa (SP), Celso Pixinga (SP) e fecharia com Projeto Banda de Latas (RS).

Até o momento dos shows, acontecem reuniões, encontros dos gigantes do baixo, conversas, um ambiente muito legal. Fãs querendo fotos, autógrafos, algo para levar de lembrança dessas feras.

A apresentação de Celso Pixinga é algo fora do comum, o que esse cara faz com o baixo não tem explicação, só se ouvia as palavras de espanto vindo de todos ali presentes, realmente o cara é um “monstro”, um dos melhores baixista do mundo, com certeza!

Valdi Dalla Rosa estava muito nervoso, seria a estreia da sua banda, primeiro show, imagina o que se passava na cabeça desse grande baixista, mesmo acostumado a grandes públicos, com a ROSA TATTOOADA. Pelo que conheço de Valdi, sempre quer tudo certinho, tudo bem feito, são coisas que o tornam, um dos melhores baixistas do Brasil, o talento e o profissionalismo e por isso que ele estava ali presente no Festival.

Os músicos que o acompanhavam eram outros “monstros”, o que tocam Fabiano La Falce e Jean Montelli, é de encher os olhos, baita banda, com três grandes músicos.


Quem conhece Valdi Dalla Rosa, só na ROSA TATTOOADA, se surpreendeu com o que viu nesse festival, o baixista é o talento em pessoa. Talento esse que encantou Celso Pixinga em 2012, que em certo momento no ano passado chamou-o de Valdi “metralhador” Dalla Rosa. Uma palavra para definir Valdi: Virtuoso, que é um indivíduo que possui uma habilidade fora do comum quando utilizando um instrumento musical e consegue combina-la com habilidades na técnica e na teoria musical.

Em minha opinião foi a melhor apresentação da noite, apesar de na segunda música ter dado um problema em uma das cordas do baixo, o que deixou Valdi preocupado a noite toda. Mas eu que estava ali, no meio do público, só se ouvia comentários e gestos que aquela tinha sido a melhor apresentação, até mesmo os gigantes do baixo ali presentes ficaram encantado com o que viram. Certamente essa apresentação foi um marco na carreira desse grande baixista brasileiro, que vai colher muitos frutos depois disso tudo.

A banda tocou musicas própria: “Litlle Crazy”, “Soul Drive”, a linda “Intervalos de Quinta” e a minha, já favorita, “Na Pressão” e André Gomes.



No final todos aplaudem de pé essa grande apresentação, de um trio que ainda vai dar muito o que falar e que sai do festival fortalecido e certamente, no grupo dos melhores baixistas do Brasil.

Pós-show, Valdi é o mais procurado, muitas fãs da ROSA TATTOOADA ali presentes, os das antigas e o pessoal mais novo, procuram o baixista para uma foto, um autógrafo, uma conversa, da onde saem satisfeitos, pois o baixista atende a todos com o “velho” estilo Dalla Rosa, de atender e tratar todos os fãs com carinho e atenção.

Termina o festival, hora de desmontar o palco, recolher os instrumentos, o publico começa a deixar o local. Todas as feras do baixo agora se reúnem no restaurante do hotel, hora da janta, dos comentários das apresentações, das trocas de contatos, uma grande confraternização. Já são 23 horas, é hora de pegar a estrada e voltar para minha Caxias do Sul. Consigo uma carona com meu grande amigo e baixista Marco Berte. A volta também é com chuva, mas a viagem passa rápido com os comentários do festival. Chego a Caxias do Sul, 23 horas e 55 minutos, com mais um show na bagagem (risos) e a certeza de que em 2014, estarei presente a mais um “Festival de Baixos de Bento Gonçalves”!

Para encerrar, quero agradecer a Valdi Dalla Rosa, por me proporcionar mais esse grande momento e me deixar acompanhar a sua “Valdi Dalla Rosa & Banda”, OBRIGADO VALDI!

Valdi e Adriano Giffoni













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