17 de abril de 2018

BLACK SABBATH - Discografia - Os Melhores e Os Piores

Confira a análise da discografia de estúdio dos pais do Heavy Metal!!!





NE: Publicado Originalmente em 14.12.2014

O BLACK SABBATH começou suas atividades em 1968 e sua história foi recheada de polêmicas, controvérsias e constantes mudanças de formação, tendo como pilar principal o guitarrista OTNY IOMMI. À banda foi creditado a alcunha de Pai do Heavy Metal, o princípio de tudo com o lançamento do primeiro álbum, "Black Sabbath" em 1970.

As mudanças de formações se caracterizam principalmente pela troca de vocalistas e consequentemente, mudanças na sonoridade. Tivemos OZZY OSBOURNE nos anos 70, com um clima mais sombrio, depois nos anos 80 com o lendário Ronnie James Dio se transformando em uma banda mais pesada e a controversa passagem de TONY MARTIN, onde a banda adotou o hard rock em suas abordagens. Tivemos ainda dois álbuns polêmicos, um com IAN GILLAN e outro com GLENN HUGHES.

Em sua história, tivemos um vai-e-vem entre OZZY, DIO e MARTIN até que a banda encerrasse as atividades em 2005 depois de uma série de shows em uma reunião com OZZY.

EM 2006 a banda monta projeto paralelo chamado HEAVEN AND HELL, com Dio, e lançam um álbum, mas infelizmente RONNIE JAMES DIO perde uma batalha contra um câncer no estomago e deixa a Terra em 2010. Depois de um pequeno hiato, o BLACK SABBATH retorna novamente em 2013, sob novas polêmicas envolvendo o baterista original BILL WARD, no que era para ser a volta da formação original no excelente álbum "13", e segue as atividades, ao menos até 2015, segundo TONY IOMMMI, que também luta contra um câncer.

Confira agora os principais álbuns da banda segundo meu gosto pessoal e também pela importância em sua história em ordem cronológica.

O MELHOR!!!



Vol 4 - 1972 

Ele dá sequência ao peso de "Master of Reality", porém com mais acidez e distorção. Clássicos como "Snowblind" e seu espetacular riff, "Tomorrow´s Dream" e a pesadíssima "Under the Sun" sintetizam exatamente este clima. Temos ainda "Changes", a famosa balada ao piano e voz, onde OZZY faz uma interpretação única. Está como "o melhor" por ter sido o primeiro álbum do BS que ouvi inteiro e ainda me impressiono com ele hoje em dia.


IMPERDÍVEIS

Black Sabbath - 1970
Paranoid - 1970

Aqui há o princípio de tudo. Todos os riffs que você ouve até hoje no heavy metal, letras fortes e sombrias teve o gérmen nestes dois álbuns (e nos à seguir). Temos um OZZY com uma voz potente e inspirada e uma banda cheia de gás e vontade de fazer a diferença. Em 1970 um disco iniciar com uma música como Black Sabbath" ou mesmo "War Pigs", com o peso e letras sem precedentes, era aterrorizador, e era essa a intenção da banda: botar o terror!
Além do peso fora do comum da época, a banda ainda tinha o feeleng de músicos com escola no blues e jazz, que dava um groove especial às composições como "N.I.B.", "The Wizard" e "Fairies Wear Boots". Outros destaques ficam por conta dos imortais clássicos "Evil Woman", "Paranoid", e "Iron Man".



Master of Reality - 1971

Este álbum é outra referência ao heavy metal. O estilo de riff e a levada cadenciada de "Children of the Grave" tornou-se obrigatória em pelo menos 1 música de qualquer banda pesada depois do SABBATH. "Master..." é sombrio e pesado, vide músicas como "Sweet Leaf" e "Into the Void".


Sabbath Blood Sabbath - 1973

Um dos melhores riffs da história, "Sabbath Blood Sabbath"! Apesar disso, e de ser um ótimo álbum, um dos meus favoritos inclusive, ele começa uma sequencia de experimentações presentes nos álbuns à seguir, como na música "Fluff", "Who Are You" e "Looking for Today". Mas músicas como "Killing Yourself to Live" e seu fabuloso riff e "Sabbra Cadabra" fazem tudo valer a pena.

Sabotage - 1975

Este álbum vem na sequencia de "SBS" e é quase psicodélico, a não ser por "Symptom of the Universe", onde novamente TONY IOMMI surpreende o mundo com mais um riff antológico. Temos ainda as excelentes "Holy in the Sky" e "The Writ".

Heaven and Hell" - 1980

Após a saída de OZZY, a banda contratava o "novato" RONNIE JAMES DIO, que até então tinha feito um excelente trabalho com o RAINBOW e já chamava a atenção na Europa por seu incrível talento vocal. A banda muda drasticamente seu estilo de composição em relação aos 3 álbuns anteriores, deixando de lado as experimentações e dando mais lugar ao peso, encaixado-se perfeitamente com os drives e interpretações de DIO. Aqui temos o hino "Heaven and Hell", as pesadas "Neon Knights" e "Die Young", e o que dizer da balada pesada "Children of the Sea", uma das melhores de toda a história.

Mob Rules - 1981

Este é o segundo álbum com DIO, porém, quem deixava a banda desta vez era Bill Ward para dar lugar a VINNY APICE nas baquetas. A banda então deixa de vez as influências bluesy e as levadas tornam-se mais cadenciadas e pesadas. Aqui temos as clássicas "The Mob Rules", "Turn up the Night", "Voodoo" e "Coutry Girl". Na turnê deste álbum, do qual originou o álbum ao vivo "Live Evil", Dio deixou a banda pela primeira vez, exatamente por causa de divergências sobre a mixagem deste álbum ao vivo.

Born Again - 1983

Este álbum divide opiniões, ou tu ama ou tu odeia, a começar pela chocante arte da capa. Ele conta com ninguém menos que IAN GILLAN (Deep Purple) nos vocais e é o último com BILL WARD. Apesar da masterização abafada, que deixa tudo com um clima tenso e sombrio, a banda conta com Gillan em sua melhor fase, com performances que nem mesmo nos melhores momentos do PURPLE ele conseguiu superar, vide músicas como "Disturbing the Priest" e "Born Again". Temos ainda as fabulosas "Trashed", "Digital Bitch" e "Zero the Hero".


Dehumanizer - 1992

Depois de um período tumultuado nos anos 80, com passagens de vários vocalistas e se aventurar pelo hard rock, DIO, que agora tinha uma sólida e reconhecida carreira solo, retorna a banda e junto com ele o peso e riffs monstruosos, e lançam este grande petardo. Infelizmente, DIO deixou a banda novamente durante a turnê, que inclusive passou pelo Brasil. Na ocasião aconteceu a famosa participação de ROB HALFORD depois de DIO "queimar" o derradeiro show.

13 - 2013

O álbum é de um extremo bom gosto, com timbres e produção impecáveis. As linhas vocais do Ozzy assemelham-se ao que ele vinha fazendo em sua carreira solo, mas os riffs inconfundíveis e únicos de Tony Iommi somado ao incrível baixo de Geezer Butler, que ficou pesadaço e na medida certa, e a produção deDan Rubin, deixam o trabalho com aquele aspecto de vintage, mas com sonoridade moderna... Leia a Resenha AQUI


MUITO BONS



BONS



CUIDADO




ESQUEÇA

Não chagaram a esse ponto.