JUDAS PRIEST - Discografia - Os Melhores e Os Piores


NE: Matéria originalmente postada em 04 de Janeiro de 2015.

Os britânicos do JUDAS PRIEST começaram sua carreira em meados de 1969, mas seu primeiro álbum veio em 1974, o "Rocka Rolla". que na época não foi tão bem recebido pela crítica, a começar pela capa fazendo alusão a Coca Cola.

Com o segundo álbum "Sad Wings of Destiny" em 1976 a banda começa a ser reconhecida, principalmente por mostrar elementos diferentes de bandas da época, com mais peso, guitarras dobradas e menos influência do blues. O JUDAS PRIEST é hoje reconhecido como um dos pilares e referência do Heavy Metal, junto com BLACK SABBATH, LED ZEPPELIN e DEEP PURPLE.

Outra característica importante é o entrosamento entre os guitarristas KK Downing e Glenn Tipton que durou de 1970 a 2010 quando Downing saiu da banda dando lugar a Richie Faulkner. Além disso, a banda sempre teve Rob Halford nos vocais, que ao longo da jornada da banda, sempre impressionou e influenciou muitos vocalistas, inclusive seu substituto, Tim "Ripper" Owens, com seu incrível timbre e alcance de notas.

Abaixo a discografia da banda por ordem de importância cronológica, segundo meu gosto pessoal, é claro. 

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IMPERDÍVEIS



"Sad Wings of Destiny" (1976)

O segundo álbum trazia uma banda que deixava de lado as amarras do blues e do psicodelismo da época, trazia as famosas guitarras dobradas e riffs pesados. Estas características são facilemente ouvidas em em "Victim of Changes", "The Ripper", "Tyrant" e a fabulosa "Island of Domination".




"Stained Class" (1978)

Denso e sombrio, este álbum é um petardo! Ele antecede o emblemático "Killing Machine". Aqui o Heavy Metal pega frouxo abrindo com a pesadíssima e rápida "Exciter" e sua fabulosa introdução de bateria com pedal duplo por Les Binks. Além disso, temos a clássica faixa título, a pesada "Saints in Hell", a voz absurda de Halford em "Savage", a icônica releitura de "Better By You, Better Than Me" (do Spooky Tooth) e a fabulosa e épica "Beyond Realms of Death".


"Killing Machine" ou "Hell Bent For Leather" (1978)

O JUDAS já estava com a sonoridade mais Heavy e o que mais faltava? Couro! A banda agora adotava o couro como item imprescindível em seu visual e eternizava o esteriótipo do headbanger nas décadas seguinte, criando a tendência do "metaleiro". Dentre as músicas, "Hell Bent for Leather" virou praticamente um hino, tocada até hoje nos shows da banda. Ainda temos "Running Wild" e o cover do FLEETWOOD MAC, "The Gren Manalishi", que se tornou praticamente uma canção da banda.




"Unleashed in the East" (1979)

Um dos melhores álbuns ao vivo da história é também marcado por polêmicas. Segundo alguns, ele foi gravado inteiramente no estúdio com adição da platéia. Bem, eu acredito que houve overdubs, refeito alguma coisa ou outra, mas todo? Nem pensar!. Mesmo assim, as versões de algumas músicas ficaram melhores que as originais, como é o caso das faixas "Running Wild", "Sinner" e "Victim of Changes", esta última, inclusive, a sua versão ficou tão boa que é uma referência até hoje. O mesmo caso acontece com "The Ripper" e "Diamond & Rust", as melhores versões de todas.


"British Steel" (1980) 

A primeira grande Obra Prima banda, é um álbum bem mais simples do que os anteriores. O PRIEST buscava o mercado Americano e, por isso, tentou soar mais próximo das bandas de Heavy Metal americanas da época e o sucesso foi estrondoso, botando a banda no patamar Global. O que dizer de clássicos como "Breaking the Law", "Living After Midnight", "Metal Gods" e "Grinder"?

Leia um pouco mais sobre o álbum nesta matéria sobre os álbuns que fizeram 40 anos em 2020.



"Screaming for Vengaence" (1982)

Sem dúvida, o melhor álbum da banda na década de 80. Em "SFV" a banda atingia um nível técnico jamais visto antes, com performances vocais impecáveis, guitarras no mais alto nível de entrosamento, tudo isso jogados em músicas inspiradíssimas. Daqui nasceram petardos como "Electric Eye", "Bloodstone", "Riding on the Wind", "Devil´s Child" e "You´ve Got Another Thing Comin´'".  



"Defender of the Faith" (1984)

Um baita álbum! Ele sucede "Screaming for Vengaence" e é quase como um "irmão gêmio" deste, porém, alguma coisa está mudada em sua sonoridade. Apesar de as músicas soarem quase como o seu antecessor, a adição de elementos sintetizados e timbres experimentais o fazem diferenciado, mas não menos importante. Aqui, temos a épica "Freeweel Burning", a fantástica "Jawbreaker", a icônica "The Santinel" com sua famosa introdução de guitarras e ainda destaco a grandiosa "Eat Me Alive". Curiosamente, este é o álbum favorito do baixista Ian Hill.



"Priest... Live!" (1987)

Este álbum é um registro da turnê do álbum "Turbo". Ele traz uma banda afiada e com uma performance fenomenal de Rob Halford. ´Versões de músicas como "Out in the Cold", 'Love Bites", "Some Heads Are Gonna Roll" e "The Sentinel" são simplesmente fantásticas!!! Um álbum que mostra uma banda grandiosa ao vivo. O engraçado é que Halford odeia este álbum, o acha muito "artificial e plastificado".



"Painkiller" (1990)

Ah, meu amigo... Aqui realmente o bicho pega! "Painkiller" é, ao meu ver, o álbum mais completo da banda, o ápice! Onde a banda definiu o termo "Heavy Metal" em sua mais pura essência pra piazada. Técnico, pesado e com músicas grandiosas, o álbum não tem uma só música mediana, é uma verdadeira Obra Prma. Além disso, temos aqui, os músicos em sua mais plena forma, incluindo Rob Halford, que dá uma aula de interpretação e técnica. Este álbum é a estreia do baterista Scott Travis, que já chegou arregaçando tudo com a introdução da faixa título, uma das mais fodonas da história do Rock.


"Jugulator" (1997)
"Demolition" (2001)

Após um hiato que parecia mais o fim da banda, o JUDAS surpreende o mundo em seu retorno com um vocalista bem mais novo e desconhecido. Tratava-se de Tim Owens, depois chamado pela própria banda de Tim "Ripper" Owens, um cara que cantava em uma banda cover do JUDAS PRIEST. Além disso, surpreendeu ainda mais com uma sonoridade agressiva e Thrash, explorando os ótimos drives e agudos e Ripper e baixando o tom da afinação. "Blood Stained" e "Burn in Hell", são os grandes destaques, porém, é um álbum grandioso como um todo e ainda destaco "Death Row", "Abductors" e "Cathedral Spires".

Já em "Demolition", a banda mantém a afinação baixa das composições, porém a sonoridade volta a inclinar ao Heavy Metal tradiconal. É um álbum áspero e onde Ripper, com mais experiência, explora mais nas interpretações e versatilidade de sua voz, como em  "Machine Man", "One on One", "Hell is Home" e "Feed on Me". Depois da turnê deste álbum a banda decide pelo retorno e Rob Halford e acaba a "Ripper Era", como é chamado. Um momento espetacular na história da banda e que infelizmente é sumariamente ignorada... uma pena...




"Angel of Retribution" (2005)

Rob Halford deixou a banda em 1992, logo após assumir sua homossexualidade e o JUDAS apostou em outras sonoridades com o novato Tim "Ripper" Owens. Halford montou o bem sucedido FIGHT e depois, o ainda mais bem sucedido HALFORD. Pois, o mundo deu voltas e Rob Halford voltava em 2003. O resultado disso é  um dos melhores álbuns lançados pela banda. 

Produzido por Roy Z, a velha sonoridade do começo dos anos 80 é resgatada com uma produção moderna e robusta. Aqui temos a pesadassa "Judas Rising", a rockeira "Revolution", as sobrias "Demonizer" e "Hellrider", como também a "angelical" "Angel" e a épica e longa "Lochness". 



"Nostradamus" (2008)

Bom,,, Podem falar o que quiserem, mas eu considero este um álbum muito importante na discografia do JUDAS. Eles foram ousados e audaciosos! Um álbum duplo conceitual e com orquestrações era algo impensável vindo da banda que gravou "Painkiller" e "Jugulator". Mas a banda experimentou e fez uma álbum com ótimas composições que, infelizmente, foi foi prejudicado pela má produção sonora. Mesmo assim, faixas como "Prophecy", "Revelations", "War", "Pestilence and Plague", "Alone", "Visions" e a própria "Nostradamus", não tem como passar batido.



"Firepower" (2018)

Um dos melhores álbuns da discografia e o melhor desde "Angel of Retribution", ou até mesmo, "Painkiller", é também o melhor álbum de Heavy Metal de 2018, na minha percepção. Um trabalho que você consegue ouvir do começo ao fim sem pular músicas e traz de volta aquela empolgação e o poder sonoro de outrora, tudo isso graças ao incrível trabalho de produção de Andy Sneap e Tom Allom. Leia a pequena resenha: LINK


MUITO BONS

"Point of Entry" (1981)
"Turbo" (1986)
"Live Meltdown" (1998)
"Live in London" (2003)
"British Steel Live 30th Anniversary" (2010)
"Redeemer of Souls" (2014)

BONS

"Rocka Rolla" (1974)
"Sin After Sin" (1977)

CUIDADO

"Ram it Down" (1988) 

ESQUEÇA

Não chegaram a esse ponto ainda...





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