2 de março de 2015

ADDICTED TO PAIN - João Paulo Pretti - "Eu sou muito exigente comigo mesmo, muito perfeccionista e eu sabia que eu tinha músicas fortes com refrões fortes nas mãos"

(Editor / Redator / Músico)
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A entrevista dessa semana é com o vocalista e tecladista JOÃO PAULO PRETTI, da banda que vem fazendo barulho na cena nacional, a revelação ADDCITED TO PAIN, que recentemente lançou o bem recebido EP "Queen of All Lies". Confira:

HEAVYNROLL - Tudo bem PAULO? O Heavynroll agradece por dispor de seu tempo para responder algumas perguntas.

PAULO - Eu que agradeço pelo contato. 

HEAVYNROLL - Como de praxe, e para quem não te conhece, de onde veio e quem é JOÃO PAULO PRETTI?

PAULO - Eu fui criado no calor de Presidente Epitácio – SP e Três Lagoas – MS, e só o ano passado eu decidi me mudar para São Paulo – SP, também por causa do ADDICTED TO PAIN, os contatos e oportunidades que isso poderia me trazer, e em alguns pontos já me trouxe... Eu comecei na música tocando teclado, e aos 11 anos eu descobri o Heavy Metal através do maior vocalista de todos os tempos, chamado MICHAEL KISKE! (Risos) Com 15, 16 anos eu comecei a tocar em bandas, mas só com 19 anos eu tive a primeira experiência profissional, que foi o MANTRIS em Campo Grande – MS. Depois disso eu não parei mais... E quanto a cantar, foi por acidente mesmo. Em uma dessas bandas que eu estive, nós estávamos tendo problemas com vocalistas, não estava dando certo com ninguém, até que um dia eles pediram para eu tentar e eu acho que deu certo! (Risos).

HEAVYNROLL - Apesar do pouco tempo de vida, o EP “Queen of All Lies” parece ter sido muito bem recebido já nas primeiras semanas. Inclusive ganhou como melhor EP na votação do blog. Claro que todo músico espera um reconhecimento de seu trabalho, mas você esperava que isso viesse tão cedo?

PAULO - Olha, sem querer soar arrogante, mas eu já esperava por esse reconhecimento. Eu trabalhei duro por isso. Eu sou muito exigente comigo mesmo, muito perfeccionista e eu sabia que eu tinha músicas fortes com refrões fortes nas mãos. Então para mim não foi surpresa esse reconhecimento pelo EP. 


HEAVYNROLL - “Queen of All Lies” tem uma qualidade excelente, você recrutou um time de primeira linha para este primeiro trabalho, desde músicos renomados, que fazem parte de bandas como SHADOWSIDE, SEVENTH SEAL e WARREL DANE (no Brasil) a um produtor reconhecido no meio e com um histórico de grandes trabalhos, BRENDAN DUFFEY. Como foi trabalhar com essa gente?

PAULO - Eu pensei em duas coisas: o potencial técnico deles, e isso é meio que consenso de qualidade, e a outra coisa foi a questão de personalidade, de caráter mesmo. Não adianta ter músicos de qualidade se esbarrar no problema de honestidade, confiança, diálogo claro e tal. Todos eles são músicos disciplinados, então não tem segredo em trabalhar com eles. Às vezes rola alguns estresses, mas eu acho que faz parte... Quanto ao produtor BRENDAN DUFFEY, a intenção é repetir a dose na produção das músicas novas de tanto que eu gostei do modo como ele conduziu as coisas. BRENDAN deixou o som do jeito que eu quis: pesado, orgânico, moderno, com o baixo na cara mesmo, algo que em muitas produções, mesmo se tratando de bandas grandes, não fica tão evidente assim. Além disso, ele foi fundamental nos detalhes. Coisas que só o produtor consegue ouvir.


HEAVYNROLL - Vi que você é o compositor de todas as músicas do EP e há uma preocupação em deixar tudo bem acessível, com refrões grudentos. Quais as tuas inspirações e qual a visão que você tem de sua música?

PAULO - Eu fico feliz que você tenha percebido a minha intensão nesse EP. Sobre as minhas inspirações, eu gosto de compor sobre experiências que eu vivi ou que eu estou vivendo naquele momento, como sentimentos, relacionamentos, lembranças e coisas do tipo. Para mim a música tem que marcar o ouvinte de algum modo, tem que toca – lo, e eu creio que o meio mais fácil de conseguir tal feito é através do refrão grudento, que vai faze – lo andar pela rua enquanto cantarola o refrão dentro da mente, entende? E eu acredito que eu consegui tal feito, pois as pessoas tem comentado muito sobre as melodias, sobre o refrão que gruda na mente. É claro que a minha música não se resume a isso, mas esse é o ponto de partida... 

HEAVYNROLL - E a agenda do ADICTED TO PAIN? Como está sendo a divulgação do trabalho? O fato dos músicos trabalharem com outros grandes grupos atrapalha? 

PAULO - Eu estive afastado por motivos pessoais e só agora eu voltei para São Paulo – SP, mas ainda há a questão da turnê do WARREL DANE que começará em março e terminará em abril. Então nós vamos esperar até abril mesmo. Depois disso nós teremos algumas novidades, mas eu ainda não posso adiantar muitas coisas. Eu só posso dizer que nós vamos trabalhar com outros músicos de renome na cena... Já a divulgação do EP vai bem, mas ainda dá para melhorar. Tem surgido bastante contato por parte da mídia, resenhas super positivas, além de contato do público, em geral pela internet mesmo, mas sempre com comentários positivos. É importante analisar a reação e o equilíbrio de mídia e também de público, que tem sido bastante similares. 

HEAVYNROLL - Falamos de inspirações, agora quero saber de suas influências como músico. Quais foram os teus mestres?

PAULO - Antes de tudo, eu quero dizer que eu não tenho nenhum tipo de idolatria com artistas consagrados e eu acho isso muito bom. Algumas das minhas influências são MICHAEL KISKE, ANDI DERIS, TOBIAS SAMMET, DANIEL GILDENLÓN, EDU FALASCHI e TUOMAS HOLOPAINEN.



HEAVYNROLL - Você já nos revelou seu TOP 10. Mesmo assim te pergunto: Teu álbum favorito, que sempre está na “vitrola”?

PAULO - Hum... Pergunta difícil, pois eu acho que eu não tenho nenhum álbum assim... 

HEAVYNROLL - Um momento impagável?

PAULO - Na gravação do vídeo – clipe da música – single ''The Kings Never Die '' estava no roteiro que eu teria que quebrar uma garrafa de Jack Daniels cheia! (Risos) Mas os rapazes da banda foram até o mercado da esquina e compraram chá e fizeram eu tirar todo o whisky da garrafa e trocar pelo maldito chá! (Risos) Depois disso o THIAGO OLIVEIRA tomou TODA a garrafa enquanto nós gravávamos as cenas! Eu nunca me diverti tanto na minha vida! (Risos).

HEAVYNROLL - Um show inesquecível?

PAULO - Show do GUNS N ROSES em Assuncion no Paraguai para quase 80 mil pessoas pasmem com o (acreditem!) bom-humor de AXL ROSE! Rs... 

HEAVYNROLL - Planos do ADDICTED TO PAIN para 2015. Teremos um debut?

PAULO - Talvez. Vai depender do tempo de todos da banda. Eu já tenho em torno de 12, talvez 14 músicas prontas. Eu pretendo lançar no início de 2016, mas quem sabe não sai antes?

HEAVYNROLL - Mais uma vez obrigado pelo seu tempo e gostaria que deixasse uma mensagem ara os leitores do Heavynroll.

PAULO - Eu que agradeço pelo interesse em conversar comigo.  Assistam o vídeo – clipe da música – single '' The Kings Never Die '' pelo site da banda ( www.addictedtopain.com.br ) ou pelo YouTube, e conheçam mais do som do ADDICTED TO PAIN adquirindo o CD pelos sites Die Hard Records, Hunter Records ou pelo e – mail addictedtopain@addictedtopain.com.br


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O Que João Pretti está ouvindo agora?

DEVIN TOWNSEND PROJECT - "Addicted ' By A Thread"
PAIN OF SALVATION - "Scarsick' 
ANGRA - "Secret Garden' 
ALMAH - "Unfold" 


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