13 de janeiro de 2016

TAMUYA THRASH TRIBE: Novo Álbum terá participações de nomes como Marcelo D2, entre outros


Desde a formação da banda, em 2010, a proposta do TAMUYA THRASH TRIBE sempre foi abordar temas da história, cultura e folclore brasileiros. Mas durante a pré-produção do novo álbum - que terá o nome de “The Last of the Guaranis” e tem previsão de lançamento para o primeiro semestre de 2016 - a banda resolveu se aprofundar nas temáticas e incorporar também ritmos brasileiros, destacando-se os ritmos indígenas, nordestinos e africanos.
“É um álbum conceitual, estamos totalmente comprometidos com uma maior imersão na cultura brasileira, e por isso estamos experimentando novos ritmos, novos instrumentos e buscando novas formas de compor. E para fazer tudo o que foi planejado, nós achamos que o resultado seria muito mais rico se convidássemos alguns artistas para trazer as suas contribuições e agregar valor às nossas músicas”. Conta Luciano Vassan, vocalista e guitarrista da banda.
Entre as participações no novo álbum estão Marcelo D2, João Cavalcanti (Casuarina), Zahy Guajajara, o Coral de Crianças Guaranis, percussionistas, dentre outros.

O Luciano falou um pouco sobre a participação de cada um no novo Álbum:
1. Marcelo D2 – O Marcelo dispensa apresentações, tem uma longa história de misturas musicais, desde os tempos de PLANET HEMP já flertava com alguns ritmos brasileiros, além de misturar Rock, Hardcore e Rap. A banda, oriunda do underground carioca, surgiu no “Garage”, o extinto palco que revelou vários artistas do Rock e Metal carioca. Mas foi em seus trabalhos solo que Marcelo se aprofundou nas misturas com ritmos brasileiros e com a sua famosa mistura de Rap com Samba fincou seu nome na música brasileira como um artista disruptivo, inovador e de vanguarda.
Nascido e criado no subúrbio, conhece de perto a realidade das comunidades cariocas e desde o início de sua carreira sempre abordou as questões políticas e sociais brasileiras. Essa conjunção de fatores foi o que nos motivou a convidá-lo para gravar os vocais da música “Senzala/favela”, que fala da abolição da escravidão, o processo de favelização e a intolerância com as religiões da matriz africana.
2. João Cavalcanti – cantor e compositor, vocalista da banda carioca de samba CASUARINA. Teve um projeto chamado RODAGENTE, no qual tocava músicas regionais nordestinas. Filho do cantor Lenine, João tem uma relação muito próxima com a cultura do nordeste, e a amizade com Luciano Vassan - desde os tempos de faculdade - possibilitou essa aproximação e o convite para a participação no CD. João gravou vocais em “Vinte e Cinco” e “Violence and Blood”, faixas que falam sobre o estilo de vida dos cangaceiros.
3. Zahy Guajajara – índia da etnia Guajajara Tenetehar, Zahy é ativista das causas indígenas e participa de diversos projetos ligados à proteção dos direitos dos povos nativos brasileiros e também para a valorização e preservação da cultura indígena. Como artista ela é multifacetada: já fez trabalhos como atriz, escritora, poetisa, fotógrafa e ainda é dona de uma belíssima voz, o que chamou a atenção da banda.
Nós conhecemos a Zahy no início de 2015, em um evento do Dia do Índio, realizado no Parque Lage, no Rio de Janeiro. Desde então já fizemos algumas composições e pensamos vários projetos juntos. Ela se tornou uma grande amiga e uma espécie de consultora para assuntos relacionados à cultura indígena. Em um dos ensaios em que ela participou, ela nos mostrou uma de suas poesias - escrita em tupi guarani - e quando conhecemos a tradução, ficamos perplexos, porque o conteúdo estava totalmente alinhado com a temática das nossas músicas. Então resolvemos musicar e gravar a poesia dela. O processo de composição e gravação da música foi totalmente diferente do que estávamos acostumados: ela gravou a voz de forma improvisada, em cima de um dedilhado que fiz no violão, e a partir daí a música foi se desenhando dentro do estúdio. Acho que o resultado ficou incrível.
4. Coral de Crianças Guaranis – No mesmo evento em que conhecemos a Zahy, nós assistimos uma apresentação do Coral de Crianças Guarani e ficamos maravilhados. Nós já estávamos em busca de um canto indígena que falasse sobre Tupã e a Zahy fez a ponte para conversarmos com o cacique da tribo, Darcy Tupã. Nós fomos até a aldeia em Rio Bonito/RJ para gravar dentro da Oca onde eles fazem as cerimônias religiosas. Foi uma experiência incrível, que mudou a vida de cada um de nós.
A faixa cantada por eles é a abertura do disco e se chama “Oreru nhamandú tupã oreru” que em tradução livre seria algo como “nossos pais são o Sol e o Trovão”.
5. Zândhio Aquino – Músico, compositor e fundador do ARANDU ARAKUAA - banda participante do Levante do Metal Nativo, que mescla Heavy Metal com música indígena e regional, cantada em idiomas indígenas. Zândhio é descendente de índios e estudioso das culturas indígenas brasileiras, marcou sua participação gravando vocais, maracá, pau de chuva e flautas indígenas em 3 músicas do álbum. Nós já conhecíamos o Zânhdio e o ARANDU ARAKUAA pela internet, mas tivemos uma maior aproximação com a criação do Levante do Metal Nativo. Ele é profundo conhecedor das culturas indígenas e nos ajudou em algumas músicas tirando dúvidas e nos ajudando com palavras em tupi-guarani. A participação dele foi mais do que natural.
6. Mario Mamede - Baterista da banda MOP TOP, DJ e estudioso da música brasileira. Mario é Ogã no terreiro que frequenta e foi um grande incentivador da banda desde o início. Ele foi o primeiro DJ a tocar músicas do TTT na noite carioca, o que o aproximou da banda, a ponto de montar um projeto de HORROR-PUNK-METAL com Luciano Vassan. Mario gravou as percussões nas músicas “Senzala/Favela” e “The Conjuration (Martyr)”.
7. Dudu Bierrenbach - Multi instrumentista, Tocou em projetos como HAVEN, Mr. DOOBACK SOUND SYSTEM, CEZAR CAYON, MOHANA GROUP e GANDHARVA MANTRAS, além da banda EXTREMO NORTE, onde tocou com Leonardo Emanoel e Bruno Rabello. Dudu é Ogã, feito no candomblé, motivo pelo qual o convite foi feito. Dudu gravou as percussões nas músicas “Senzala/Favela” e “The Conjuration (Martyr)”.
8. Paula Perez – A Paula já vem tocando com a gente há alguns meses. Já fizemos alguns shows e gravamos uma Live Session da música “Violence and Blood” com ela na percussão. A participação no CD foi natural. Antes do TTT, ela fez parte do ZABATÊ, um grupo percussivo/vocal formado por 13 mulheres e ainda tocou com artistas como Carlos Poubel, Gisela Peçanha e Sucata de Luxo. Paula gravou as percussões nas músicas “Violence and Blood”, “Senzala/Favela” e “The Conjuration (Martyr)”.
9. Gleyds Granden – Mãe de Santo, feita na Umbanda e no Candomblé. Nós procuramos a Gleyds para pedir a benção e convidá-la para cantar o “Brado de Xangô” na introdução de “Senzala/Favela”. Quando explicamos o nosso projeto, ela topou de cara. E a participação dela foi essencial, pois além da contribuição com a sua voz, ela nos ajudou a corrigir algumas imprecisões na parte da música que fala sobe Xangô. O resultado ficou incrível!
10. Sidney Sohn – Músico e Produtor, proprietário do Estúdio Locomotiva, gravou e produziu o primeiro EP da banda e assina também a produção do novo álbum, “The Last of the Guaranis”, onde também gravou teclados e orquestrações. Já trabalhou com grandes nomes do Metal e Rock Brasileiro como NORDHEIM, ANDRALLS (SP), THOTEN e MALDITA, além de grandes nomes da música brasileira como Hermeto Pascoal, Biquini Cavadão, Elba Ramalho, Baby do Brasil, Pepeu Gomes, Zeca Pagodinho, Jorge Vercilo e Milton Nascimento (gravou seu ultimo CD, indicado ao Grammy Latino). Assinou trabalhos de Masterização de vários artistas internacionais como: SACRIFICE (Canada), SUDDEN IMPACT, SALUGHTER, MX, GAMMACIDE e IRON ANGEL. Como tecladista tocou no projeto TRIBUZY CD e DVD “Execution Live Reunion” onde assina o arranjo de cordas e piano de "Tears of the Dragon" cantada por Bruce Dickinson.
Créditos das fotos: Raphael Simons, Thayná Gomes, Gabriela Valente

TAMUYA THRASH TRIBE é formado por Luciano Vassan (guitarra e vocal), Leonardo Emmanoel (guitarra), JP Mugrabi (baixo) e Bruno Rabello (bateria).

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