26 de junho de 2016

[Resenha] BLAZE BAYLEY - "Infinite Entanglement" (2016)


Cara... Há algum tempo fiz uma resenha do álbum "Silicon Massiah" (2000) e lá falei da quebra de preconceito que tinha quanto a carreira deste grande vocalista. Para minha felicidade, tenho acompanhado a carreira de BLAZE BAYLEY desde então e agora posso dizer que sou um profundo conhecedor de sua riquíssima obra. 

Quando foi anunciado um novo trabalho solo fiquei com uma boa expectativa, pois sabia que não sairia decepcionado. E aqui está, "Infinite Entanglement", mais uma grande obra na carreira subestimada deste ícone. As composições seguem a mesma linha dos anteriores pois, se tem alguma coisa que BLAZE aprendeu em sua passagem pelo MAIDEN, foi de se manter fiel a sua sonoridade e personalidade, como também como compor grandes músicas.

"Infinite Entanglement" é um álbum conceitual, segundo BAYLEY em algumas entrevistas, o primeiro de uma trilogia. O álbum conta a história de William Black, um cara que, dentre 7000 selecionados, foi o escolhido para a “maior e mais longa missão espacial da história da humanidade”. No decorrer da jornada, William passa a se questionar se é mesmo um ser humano ou se é uma máquina; para isso, além das letras, o disco conta com breves inserções narrativas nas composições.

Destaques
Destacar músicas neste álbum é muito complicado e é fazer injustiça da obra como um todo, que está formidável. Mas vou indicar as minhas favoritas pela ordem do CD. A primeira é "A Thousand Years", um som cadenciado com um belo tema de guitarra em sua introdução e um refrão grudento, que faz você sair cantarolando pelos cantos. A mensagem desta música é ótima, otimismo total!

A segunda, é a já bem conhecida "Humam", um som rápido e que traz a herança de sua época com o MAIDEN e com o BLAZE, tem todos os ingredientes de um hit que pode se tornar um clássico. Ela possui um videoclipe, que você pode conferir abaixo:



Pensa numa música emocionante. Essa é a acústica "What Will Come", executada apenas com violões e violinos ao fundo, com uma levada com muita influência espanhola. A interpretação de BLAZE neste som é impecável. Logo em seguida vem uma das mais legais, "Stars Are Burning", que tem uma levada muito legal, Começa apenas com o baixo e a bateria meio grooveada, enquanto BLAZE fala algumas coisas. Uma sonzeira.

Agora, o refrão mais fodástico deste álbum está na música "Solar Wind"! Cara, que sonzeira! Ela vai mais pro estilo de músicas do álbuns solo de BRUCE DICKINSON e HALFORD, aliás, a linha sonora do BLAZE é bem por aí, o que diferencia os 3 seria mesmo a intensidade do peso e, claro, as suas vozes. "Dark Energy" é um prato cheio para os saudosistas dos tempos de "Virtual XI", a começar pela introdução da música que lembra muito, mas muito mesmo, a pegada de "Futureal".

"A Work of Anger" é épica, outra daquelas sonzeiras com refrões fodásticos! Esta também poderia estar facilmente em qualquer álbum recente da donzela, tem todos os elementos, desde os dedilhados de refrão quanto frases de guitarras e lavada ao estilo "Blood Brothers".

Como disse antes, este é um álbum conceitual, baseado em um conto de ficção científica, porém o detalhe é que, BLAZE BAYLEY, transformou todas as angústias e adversidades que passou e tem passado na forma de uma história de ficção, ou seja, é tudo baseado em fatos reais. Tive a oportunidade de assistir recentemente, ao vivo, a um show de BLAZE na cidade de Bento Gonçalves e pude comprovar de vez o seu poder de fogo e, melhor ainda, em primeira mão, o quanto é um cara especial, humilde e carismático. Recomendadíssimo!

NOTA - 10
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BLAZE BAYLEY - "Infinite Entanglement" (2016)
tracklist
01. Infinite Entanglement
02. A Thousand Years
03. Human
04. What Will Come
05. Star Are Burning
06. Solar Winds
07. The Dreams of William Black
08. Calling You Home
09. Dark Energy 256
10. Independence
11. A Work of Anger
12. Shall We Begin

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(Editor / Redator / Músico)



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