14 de janeiro de 2017

[Resenha] SEPULTURA - "Machine Messiah" (2017)


Quando se trata de bandas grandes e com tradição, bandas clássicas, que é onde eu considero que esteja o SEPULTURA, há sempre aquele "mimimi", tanto pela parte que defende o som atual da banda, quanto daqueles "ortodoxos" fãs thrashers que insistem em dizer que a banda já acabou, a cerca dos novos lançamentos.

Ontem (13.01.2017) foi lançado o novo álbum do SEPULTURA e resolvi dar aquela conferida básica no que a banda tem aprontado, levando em conta que gostei muito, mas muito mesmo, do anterior "The Mediator Between Head and Hands Must Be the Heart" (2013) - eita nomizinho (risos) - E o que eu encontrei?... Como dizem por aqui no sul: "Bah! Me caiu os butiá dos bolso!", ou seja, a banda surpreendeu mais uma vez!!

A começar pela produção de primeiro mundo, a cargo de ninguém menos que JENS BROGEN, - experiente produtor que tem em seu currículo bandas como Opeth, Shymphony X, Paradise Lost, Kreator, o último lançamento do Angra, "Secret Garden" (2015) e mais uma porrada de trabalhos - já dá para ter uma ideia que o resultado ficou além do espetacular.

Que o SEPULTURA não é mais uma banda de thrash metal, propriamente dita, isso é fato, já que os elementos que temos visto nos últimos álbuns é exatamente uma miscelânea de ritmos com base no thrash, isso fica claro já na introdução do álbum, com "Machine Messiah", onde temos a banda ousando em um som atmosférico, quase progressivo, cheio de harmonização e belas linhas de guitarra de ANDREAS KISSER, além disso, chama a atenção o fato de DERRICK GREEN estar cantando com a voz... limpa!! - não por muito tempo, é claro.

Alias, falando em GREEN, sempre achei a voz dele abafada e "para dentro", mas neste álbum, JENS conseguiu a façanha de fazer exatamente o contrário. DERRICK está audível, forte e limpo, mesmo na porradaria de "I Am the Enemy" - que deve agradar os tais "ortodoxos".

O SEPULTURA impressionou já em seu primeiro single, lançado ainda em 2016, a "Phantom Self", com linhas melódicas pesadíssimas precedidas por um introdução oriental. Vale lembrar que, durante todo o álbum, temos a adição de teclados e orquestrações de muito bom gosto e oportunos. Confira o clipe:



Não dá para negar que ELOY CASAGRANDE fez a diferença na sonoridade da banda. O agora nem tão "piá" tem feito um trabalho incrível, com batidas modernas e progressivas, que estão casando perfeitamente com o estilo do grupo e ajudando a construir esta nova roupagem. Prova disso são músicas como "Alethea" - que é uma quebradeira só! - e a instrumental "Iceberg Dances", que se não disser, ninguém adivinha que é SEPULTURA, se eu a ouvisse primeiro, diria que é uma banda de progmetal, pois até solo de Hammond tem e ainda viaja por um momento flamenco com uma performance incrível de ANDREAS "tocando melhor do que nunca" KISSER em toda faixa! Que sonzeira!!!

Talvez uma das melhores do álbum, "Sworn Oath" é quase um metal sinfônico. Ela alterna entre o peso e a velocidade e prog, com orquestrações. Impressionante, só que eu digo. Mas, se você quer velocidade de verdade, pule diretamente para "Vandals Nest" e sinta no seu peito os pés de ELOY pedalando à velocidade da luz!!

Agora... (risos infinitos), você não vai acreditar na música que tem de bônus!! Só vou dar o nome: "Ultraseven No Uta", a véiarada pira! - E o pior que ficou ducarvalho!

É pessoal... detratores e haters, engulam essa: O SEPULTURA deu uma voadora em vocês e lançou um petardo! Fãs... vocês devem estar muito felizes, a banda mostrou mais uma vez que, apesar de toda a treta, ainda tem muita lenha pra queimar e não está presa a esterótipos. Eu? Bah! Extraordinário!! Só isso que tenho pra dizer! Hail SEPULTURA do Brasil!!

NOTA - 9,5
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SEPULTURA - "Machine Messiah" (2017)
tracklist
01. Machine Messiah
02. I Am The Enemy
03. Phantom Self
04. Alethea
05. Iceberg Dances
06. Sworn Oath
07. Resistant Parasites
08. Silent Violence
09. Vandals Nest
10. Cyber God
11. Chosen Skin (bonus_track)
12. Ultraseven No Uta (bonus_track)

Derrick Green - voz
Andreas Kisser - guitarra, violões
Paulo Jr. - baixo
Eloy Casagrande - bateria



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(Editor / Redator / Músico)



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