1 de janeiro de 2018

MARCO PAIM - Melhores Lançamentos de 2017

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INTERNACIONAIS
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AYREON - The Source

E ARJEN LUCASSEN aprontou de novo!! O genial instrumentista e compositor lançou o seu 10º álbum de estúdio com o projeto de opera metal AYREON. Falar sobre a genialidade deste nobre holandês é chover no molhado, mas posso adiantar que, por mais um vez, ele não decepcionou. - RESENHA





THRESHOLD - Legends of the Shires

Depois do ótimo "For the Journey" (2014), os veteranos e referência do Prog Metal, lançam mais um grande trabalho, porém, DAMIAN WILSON não está mais na banda. Quem assume os vocais é GLYNN MORGAN, voltando para o grupo depois de 20 anos. "Legends..." é conceitual e traz canções incríveis e intrincadas, com belíssimo mometnos e refrões. GLYNN é um grande vocalista, em alguns momentos, chega a lembrar a pegada de Tony Martin em seus tempos áureos. A linha sonora do THRESHOLD é semelhante a bandas como Fates Warning, ou seja, um Prog melódico, técnico, mas sem exageros. Uma grata surpresa em 2017!

ACCEPT - The Rise of Chaos

Daí você pensa que os caras já estão velhos, o vocal, com aquela voz agressiva, já está pedindo água, mas daí ouve "The Rise of Chaos" e percebe que os caras recém começaram a chamuscar a lenha! Impressionante como MARK tem soado melhor a cada lançamento. Já WOLF é um doutor em criar belos e marcantes riffs. Já consigo ver músicas como a poderosa e rápida "Die by the Sword", as divertidas e ilarias "Koolaid" e "Analog Man" e a séria "What´s Done is Done" como grandes Hits e futuros clássicos deste trabalho.

ICED EARTH - Incorruptible

Apesar de "incorruptible" soar exatamente igual aos 2 anteriores, as composições são menos técnicas e "progressivas', dando ênfase a riffs simples, alguns rápidos, outros melódicos, meio que lembrando a fase BARLOW. Eu adorei este álbum por inteiro! 
É o tipo de trabalho que você o escuta do começo ao fim e se impressiona com todas as faixas. Todas tem ótimos momentos e refrões fodásticos, que o mantém em uma média de bom a ótimo!


KOBRA AND THE LOTUS - Prevail I

Mais um grande trabalho lançado por este que promete ser um dos grandes nomes do Metal Mundial na atualidade. "Preval I", não agradará aos headbangers mais xiitas que estavam acostumados com os trabalhos anteriores do grupo, mas demonstra que a banda procura se adequar ao momento atual da música pesada procurando expandir seus horizontes, isso tudo com uma competência de excelência ímpar. - RESENHA


EUROPE - Walk the Earth

Não é fácil uma banda conseguir lançar uma sequencia de 4 álbuns de excelente qualidade, mas o EUROPE tem conseguido essa façanha. Depois de deixar para traz seu estilo "colorido" de fazer fazer música, eles se reinventaram e recriaram a sua fórmula resultando em um produto mais voltado ao Classic Rock. E isso deu muito mas, muito certo!!



MARTY FRIEDMAN - Wall of Sound

"Wall of Sound" é uma espécie de voadora com os 2 pés! Não sei se ele foi muito criticado, ou simplesmente achou que deveria voltar a fazer música de verdade, ou mesmo que sua inspiração, antes em um momento de entorpecimento, voltou com tudo, a questão é que este trabalho é lindo, uma legítima obra de arte!





SONS OF APOLLO - Psychotic Symphony

O álbum de estreia é fantástico! As músicas trazem uma mistura de tudo que os seus integrantes sabem fazer de melhor, então temos muito Prog Metal, Heavy Metal, Hard Rock, tudo misturado. Temos grandes momentos proporcionados por este belíssimo time. A voz pesada e linda de Soto, é um verdadeiro mestre em criar refrões arrepiantes. Bumblefoot e Sheehan, incrivelmente técnicos e perfeitamente entrosados, destilam Riffs e duetos intrincados e surpreendentes com seus instrumentos de 2 braços, um deles, fretless, o que deixa algumas passagens ainda mais interessantes. E ainda temos Sherinian e Portnoy, extremamente criativos, com levadas e climas envolventes, vivenciando seus tempos de Dream Theater em muitos momentos durante o álbum. O timbre da bateria está fenomenal!

BLAZE BAYLEY - Endure and Survive

Com o título de "Endure and Survive - Infinite Entanglement Pt II", o vocalista BLAZE BAYLEY lança a continuação do seria uma já anunciada trilogia da saga de Willian Black. Com a produção de BLAZE e CHRIS APPLETON, a sonoridade mantém a linha de "Infinite Entanglement" (2016), ou seja, foda demais! Porém, se você já notava semelhanças do som do cara com o IRON MAIDEN, neste novo título essa semelhança é ainda mais forte. Tem músicas aqui que poderiam muito bem ser da Donzela. Isso é ruim? Não! Desde que seja bem feito e BLAZE tem café no bule pra isso! - RESENHA

RAGE - Seasons of the Black

Já no lançamento anterior, o RAGE ensaiava um retorno as suas origens, deixando de lado aqueles elementos progressivos presentes na Era Smolski/Terrana - que eu adoro, diga-se - e trazendo o Power Thrash Metal em evidência novamente, transformando este trabalho em quase um remake de álbuns como "Trapped". 
As músicas de "Seasons fo the Black" transpiram bom gosto e criatividade, além de muito peso. Este é daqueles álbuns que encara você com "fogonoszóio"! Vida longa a Peter "Peavy" Wagner e ao RAGE!!

ANNIHILATIOR - For the Demented

Depois do decepcionante "Suicide Society" (2015), acredito que tenha vindo algum tipo de redenção e 2017. "For the Demented" traz toda a fúria que você espera do ANNIHILATOR, deixando de lado aquelas firulas moderninhas presente nos 2 álbuns anteriores. Thrash Metal de altíssima qualidade e Jeff Waters pregando fogo no máximo! Além disso, sua voz melhorou consideravelmente, assumindo uma identidade mais própria



ARCH ENEMY - Will the Power

E mais uma vez o AE coloca no mercado um belíssimo álbum, o segundo com Allissa White-Gluz no vocal que, diga-se, faz um trabalho excepcional. O que sempre chamou a atenção no som do AE, foram as composições criativas e, apesar de ser uma banda de Thrash/Death Metal, serem muito influenciadas pelo Classic Rock e o Heavy Metal tradicional, com muitas passagens nestes estilos.



OMNISIGHT - The Power of One

Conheci a banda através do videoclipe destacado mais abaixo e depois pesquisei outros sons. A banda é realmente muito boa, com performances incríveis ao vivo. O mais legal é que não é enjoativo, já que o vocal de RAJ KRISHNA não é daqueles agudos exagerados, na verdade, o registro dele é médio grave, mas com um bom alcance, e ele consegue explorar muito bem isso. O seus solos são muito técnicos e sentimentais, com um bom gosto que nos saltam aos ouvidos. Não só RAJ, mas a banda toda forma um time de ótimos músicos e com técnicas apuradas. - RESENHA



OVERKILL - The Grinding Wheel

Aqui não tem Nutella, aqui é Thrashzão raiz!! Um álbum pegado, nervoso e enérgico! A sonoridade é crua e limpa, com composições do há de melhor no Thrash metal e no OVERKILL, lembrando muito o estilo nos idos anos 80`. A voz rasgada e com um drive insano de Bobby "Blitz" Ellsworth então, é um show a parte. Fdástico!


BLACK STAR RIDERS - Heavy Fire

Um álbum com muito do que eles já vinham fazendo, já que a sonoridade e a fórmula não mudou muita coisa, o que mudou mesmo foi a vibe do álbum. Ele é um pouco mais "comercial" do que os antecessores, com uma produção mais aberta, pra fora e músicas com uma média de duração de 4,3 minutos. Se esperava mais do BSR? Não, já que é uma banda fadada a manter o sua fórmula, mesmo assim, mantiveram o ótimo padrão de qualidade. - RESENHA

GRAVE DIGGER - Healed by Metal

A única diferença mesmo, de um álbum pra outro, é a inspiração nas composições, coisa que faltou um pouco no álbum anterior, "Return of the Reaper" (2014), que todos diziam ser "um retorno as raízes"... Já "Healed by Metal" traz uma banda mais inspirada, com riffs mais empolgantes e uma produção que não agride tanto os ouvidos - a aspereza das guitarras é uma marca do GD. - RESENHA



DEEP PURPLE - InFinite

Este último lançamento do DP me divide. Tenho dois sentimentos: o 1º, uma sensação de bem estar, por estar ouvindo mais um lançamento de um dos meus heróis. porém, tem o 2º, que é de uma certa decepção. Este álbum caiu muitos degraus abaixo do anterior, "Now What!?". "InFinite" tem seus pntos fortes, instrumentais incrivelmente executados e algumas músicas bem legais, porém, em um contexto geral, não foi o caso de ouvi-lo o ano todo, como aconteceu com  o anterior. Ele logo ficou engavetado, sendo revisitado em algumas faixas, volta e meia.



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NACIONAIS
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DARK AVENGER - The Beloved Bones: Hell

A grande obra-prima do DARK AVENGER. É um álbum que tem uma história tão genial, que você fica envolvido do começo ao fim com o tema, o bom gosto dos arranjos, como também com a interpretação sublime de MARIO LINHARES, que está melhor do que nunca. A performance instrumental é soberba! Arranjos intrincados, harmonias complexas e solos realmente tocantes, por isso mesmo é difícil destacar músicas neste trabalho, até mesmo pelo fator conceitual.
"The Beloved Bones: Hell" é, sem dúvida, um dos melhores álbuns lançados, não somente em 2017, mas em toda a história do Metal Nacional. - RESENHA
*NE - Ainda perplexo com a triste notícia da passagem do gigante Mario Linhares. Que Deus conforte sua família e amigos. Sua obra será eterna.
PASTORE - Phoenix Rising

"Phoenix Rising" é um álbum legitimamente de puro Heavy Metal. Mario Pastore é um gigante do Metal Nacional, uma verdadeira instituição do estilo em nosso país. Dentre os álbuns lançados em 2017, sem dúvida nenhuma, figura lado a lado aos que estão no topo. - RESENHA

SEPULTURA - Machine Messaih

Que o SEPULTURA não é mais uma banda de Thrash Metal, propriamente dita, isso é fato, já que os elementos que temos visto nos últimos álbuns é exatamente uma miscelânea de ritmos com base no Thrash. A banda mostrou mais uma vez que, apesar de toda a treta, ainda tem muita lenha pra queimar e não está presa a esterótipos. -  RESENHA


SHADOWSIDE - Shades of Humanity

O álbum explora uma temática profunda, com letras sobre depressão, aborto, o desastre de Mariana e os valores morais da humanidade, explorando novas possibilidades musicais sem deixar de lado seus pesados riffs de guitarra e melodias marcantes, que são as marcas registradas da banda. O álbum foi gravado e produzido na Suécia sob a direção de FREDRIK NORDTRÖM (Arch Enemy, Hammerfall, Evergrey) e HENRIK UDD (Architects, Arch Enemy). - RESENHA

KAMALA - Consequences of our Past - Vol 1

O detalhe é que "Consequences of Our Past - Vol 1" não é um EP de músicas inéditas e sim, de regravações de faixas dos 3 primeiros álbuns. A banda explica que o objetivo disto é o "aquece" para vindouro quinto trabalho, a ser lançado em 2018, e também para mostrar como está soando a nova formação da banda com material antigo do grupo que, desde 2014, tornou-se um power trio. As músicas ganharam novos arranjos e roupagem mais pesada, além de uma produção soberba, valorizando os detalhes e, principalmente, os timbres, que estão incríveis. - RESENHA

MOFO - "Empire of Self-Regard"

Calcado no Thrash Metal old school, onde a maior referência que consigo ver é no Slayer, principalmente pela pegada vocal de Emiliano Gomes - que lembra muito Tom Araya -, temos uma EP com 5 faixas monstruosas, com muita energia e uma produção impecável. Individualmente, cada músico é um show a parte, guitarras rápidas e limpas, um baixo pesado e um batera com uma precisão extrema, além de trabalhos de pedal duplo sensacionais! - RESENHA



COBALT BLUE - Stop Momentum

O COBALT BLUE é uma banda de rock psicodélico e experimental, com muita influência setentista do progressivo, sediada em Florianópolis/SC. Começando pela sonoridade do álbum, já digo que a produção é primorosa, onde os mínimos detalhes e nuances do trabalho foram destacados com clareza, o que não deve ter sido uma tarefa fácil para o produtor, já que há muitas "cores" e "texturas" por aqui. - RESENHA

GUILHERME COSTA - "The King´s Last Speech" EP

O único pecado deste EP é exatamente ser curto. Ele tem aproximadamente 11 minutos, mas é o suficiente para mostrar o quão talentoso e criativo é GUILHERME COSTA. Gostei como tudo soa uniforme no EP, com uma bateria bem produzida, tudo na medida certa, sem exageros, até mesmo mesmo por parte de GUILHERME que, apesar de ser um guitarrista virtuoso e muito técnico, não exagera nos temas e fraseados, ficando tudo muito bom de ouvir.
CADIABLO - Ruas Escuras

O debut dos meus conterrâneos realmente surpreendeu! O que temos aqui é um rockão nervoso e venenoso, cantado em português. O estilo da CADIABLO em alguns moemos, chega a lembrar Motörhead e até mesmo Rosa Tattoada. O meu parceiro, Geraldo Andrade, escreveu uma resenha sobre o álbum, confira: - RESENHA


SOULSPELL - The Second Big Bang

O projeto SOULSPELL METAL OPERA, capitaneado por Heleno Vale, lançou neste ano o 4º álbum da saga. Este é o trabalho com maior número de participações internacionais, dentre eles, Tim Ripper Owens, Fabio Lione, Blaze Bayley, Ralf Sheepers e outros. Além do gigante nacional, André Matos. Apesar de ser um álbum bem feito e produzido, com ótimas performances de todos os envolvidos, tirando alguns deslizes aqui e ali, as composições estão um pouco abaixo da média do que estamos acostumados. Talvez essa enchurrada de "internacionalização" tenha tirado um pouco a magia e identidade do projeto. Gostei muito das versões de "Soulspell" e "Alexandria", cantadas por medalhões do metal mundial. Contudo, é um álbum que vale muito a pena ouvir, por seu contexto geral.

CHAOS SYNOPSYS - Gods of Chaos

Comparado ao trabalho anterior, "Seasons of Red" (2015), este álbum é bem mais cru, com uma sonoridade mais simples e nervosa, dando a impressão de um ensaio, ou uma performance ao vivo em estúdio, muito bem gravada obviamente. A bateria está "seca" e na cara, com uma ótima timbragem grave e pratos com volume na medida certa. As guitarras estão fortes e limpas, mesmo com a distorção no ganho máximo, porém o baixo está um pouco abafado, mas perceptível. O vocal é audível, JAIRO tem um gutural forte e gritos agressivos e marcantes. - RESENHA

WEAKLESS MACHINE - Manipulation

Uma grande revelação do metal gaúcho! O WM traz em seu debut uma sonoridade forte e pesada, com muita influência de bandas modernas. As faixas são bastante técnicas, mostrando muita versatilidade ao longo do play. Um grande trabalho!





KARYTTAH - New Age - The Age of Karyttah

A temática principal e explícita do álbum é o Espiritismo e suas diretrizes, já as influências percorrem pelo metal tradicional e o prog metal. A produção ficou muito boa, com bons timbres, apesar da bateria soar um pouco mecânica, pois foram programadas em um plugin. FABIO LOFFS é um ótimo vocalista, lembrando até mesmo Iuri Sanson (Hibria) em alguns momentos, além disso, toca muito bem guitarra, desfilando ótimos riffs e memoráveis arranjos e solos. - RESENHA


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DECEPÇÕES
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MASTODOM - Emperor of Sand

Nunca fui muito fã desta banda, na realidade. Os dois últimos lançamentos foram até legaizinhos... Mas este último apenas me confirmou o que penso de MASTODOM... Ainda não me convenceram ser "os novos heróis do rock/metal mundial"... Compare com a lista acima e verá que tem muita coisa bem mais foda que isso!



OPERATION: MINDCRIME - The New Reality

Cara, é muito triste ver no que GEOFF TATE se transformou... Se o primeiro álbum da trilogia era tragável e o segundo já fora uma decepção, este terceiro então, é uma verdadeira merda!! Músicas desencontradas, vocais jogados, músicas enfadonhas... Tate enterrou de vez o pouco que restava de sua criatividade como músico. Resta agora viver de um glorioso passado nos seus tempos de Queensrÿche e nada mais.






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