11 de março de 2018

[Crítica] Lançamentos do Anvil, Saxon, Blaze Bayley e Judas Priest

Grandes nomes do metal começaram o ano lançando seus novos trabalhos. Confira!




Se 2017 foi bem legal, 2018 também promete ser um ano de grandes lançamentos. aliás, hoje em dia é difícil não termos grandes trabalhos sendo lançados todo o ano, a tecnologia e a quantidade de bandas de qualidade propicia uma maior velocidade no fluxo. Mais do que conseguimos acompanhar, na realidade. Mas, trago a vocês, em ordem cronológica, os 3 primeiros álbuns que estava aguardando para este ano. 

ANVIL - Pouding the Pavement
19 de Janeiro

Os veteranos do Speed Metal trazem mais um grande trabalho aos nossos ouvidos. Trata-se de um álbum cru, pesado e com muito ácido! Em 'Pouding the Pavement' temos uma influência bem acentuada de Motörhead e Black Sabbath, recheado de riffs nervosos e venenosos, acompanhado por baixos pesados e uma batera grave, com levadas convidativas. 

Dentre as melhores, temos a pegada da ilária "Bitch in the Box" com sua levada empolgante que já abre o álbum com um riff de guitarra fodástico. Tem também a dançante "Doing What I Want", a sabbática "Let it Go" - com um riff muito parecido com "Loner" -, acho que a melhor do álbum junto com a primeira (Bitch...). Sombria e enigmática, tem também uma das minhas favoritas, "Nanock of the North", que faixa foda!!

NOTA - 8,0



SAXON - Thunderbolt
02 de Fevereiro

O SAXON tá na mesma linha de bandas como Accept, Uriah Heep, Europe e etc... Bandas clássicas que vem lançando grandes álbum em sequência, com produções impecáveis e uma fórmula consolidada. "Thunderbolt" não foge a regra e é daqueles trabalhos que você ouve do começo ao fim, volta, escuta de novo, de novo e de novo, sem pular faixas. Chama a atenção, que Biff Byford parece estar melhor a cada ano que passa, conforme seus cabelos ficam mais brancos.

O som praticado aqui é o mesmo que vem sendo feito nos últimos 5 álbuns, um Heavy Metal tradicional trabalhado, empolgante, com belos riffs e um bom gosto ímpar nos refrões. Dentre os destaques, temos a cadenciada faixa título, a empolgante "The Secret of Flight", a pesada e sombria "Nosferatu (The Vampire´s Waltz)", com seu clima místico e belos arranjos de orquestra, é a melhor do álbum, pra mim. Outra muito bacana é "Sons fo Odin". Arrastada, ela tem um refrão de arrepiar todos os pelos.

NOTA - 10



BLAZE BAYLEY - The Redemption of William Black – Infinite Entanglement Part III
02 de Março

Já o queridão Blaze Bayley não foi tão feliz. Ele lançou neste ano a parte 3 de sua recente trilogia, porém, apesar da produção ser a mesma nos três álbuns, vi uma queda de qualidade nas composições confirme eles foram sendo lançados, ano a ano. A Primeira parte - "Infinite Intanglament" (2016) - foi incrível, nota 10, uma sonzeira atrás da outra. A segunda parte - "Endure and Survive" (2017) - já tivemos uma pequena queda, com algumas músicas sem tempero, mas ainda um álbum muito bom.

Estava ansioso pela parte 3 e esperando por um grande lançamento. O álbum está longe de ser ruim, mas perdeu 2 pontos na escala, muitas músicas sem sal nem açúcar e até a produção parece estar mais "p@-mole" que os outros... Ainda assim, gosto de ouvi-lo pois, ainda tem músicas que valem a pena, como a primeira e rápida "Redeemer" (Maiden total). A agitada "Immortal One" também é muito bacana, com um refrão bem legal. Outra é "The First True Sign", com ótimos riffs e uma levada meio tribal.

Mas o meu choque mesmo está com "Life Goes On"... Acho que o Blaze terá problemas (ou não) com esta faixa... A primeira melodia vocal lembra (e muito!) uma conhecidíssima música de uma conhecidíssima banda. Procure por ela e tire suas conclusões.

NOTA - 7,0


JUDAS PRIEST - Firepower
09 de Março

Quando eles lançaram "Redeemer of Souls", eu fiz uma resenha  do álbum onde dei nota 8/10 a ele. Um ótima nota! Dentre minhas críticas, o ponto crucial foi a produção. E sobre isso, escrevi: "Infelizmente pecaram neste quesito e o que era pra ser algo espetacular tornou-se apenas bom... ótimo em alguns momentos, vai lá...".. Muita gente caiu de pau em mim, cheguei até a entrar em discussões... mas que barbaridade!!

Sempre achei que, tanto "Redeemer..." quanto o anterior, "Nostradamus", dois incríveis trabalhos, foram veemente prejudicados por produções errôneas, com timbragens duvidosas, quase sepultando verdadeiros petardos. Mas, eis que vem "Firepower" e, como se a banda tivesse lido minhas críticas - quanta pretensão kkkk - eles investem pesado em uma produção a altura da banda e ainda contrataram 2 produtores!! 

Andy Sneap, que além conhecido por tocar no Hell, é também conhecido por revitalizar a sonoridade de ninguém menos que o Accept. Quando ele foi anunciado, já fiquei empolgadíssimo, do tipo que grita "Agora sim!!".

Somado a ele, temos ninguém menos que o lendário Tom Allom, que foi responsável por grandes clássicos da história do Heavy Metal. Pô! O cara produziu os primeiros do Sabbath e todo os Anos 80 do próprio JUDAS PRIEST!! Alguma dúvida do que estava por vir? Eu não tinha!

Ouvi o álbum no exato momento em que foi lançado no Spotify, na madrugada de 09 de Março e, mesmo que tenha ouvido os primeiros singles, quase não consegui segurar a emoção e a felicidade de estar ouvindo o novo álbum do JUDAS, e melhor, com uma produção incrível!!!

Rob Halford cantando pra carvalho, riffs de guitarras pesados e criativos, uma bateria com som de verdade e o baixão pesadão! A alegria de estar certo, era disso que a banda precisava, de uma sonoridade moderna pra mostrar seu verdadeiro poder de fogo! (sacou? kkkk).

Um álbum lindo!!

NOTA - 10



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Postado Por
MARCO PAIM



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