10 de março de 2019

[CRÍTICA] - AVANTASIA - CANDLEMASS - DREAM THEATER

Confira agora 3 dos melhores lançamentos de 2019 até o momento.





AVANTASIA - Moonglow
15 de Fevereiro

Em termos de qualidade técnica e de produção o álbum é sensacional, extraordinário, sendo imparcial, é claro. Estou até lendo e ouvindo por aí que este é o melhor trabalho da saga. De fato, é um candidato a melhor álbum do ano (até agora), se você curte o estilo. O que temos aqui é um Power/Melodic/Symphonic Metal do mais alto nível, com aqueles belos flertes com Progmetal, que não pode faltar, receita já conhecida na Opera Metal de Tobias Sammet

O cast do álbum, como de costume, é uma constelação de grandes nomes e, além da inconfundível voz do carismático e talentoso anfitrião, tenho que destacar aqui algumas outras vozes que fizeram a diferença neste álbum. A primeira delas é a presença inédia e fenomenal do ícone Geoff Tate (Operation:Mindcrime, ex-Queensrÿche)! Cara, ele canta em 2 faixas, "Invincible", fazendo dueto com Tobias ao piano, - lembrando muito o clima da fodástica e clássica "Someone Else" ("Promised Land" 94` - Queensrÿche) - A voz de Sammet é tão influenciada por Tate que em muitos momentos não se reconhece quem é quem. E também na fodástica e progressiva "Alchemy", onde Tate mostra porque é uma das maiores vozes na história do Metal e referência a muitos vocalistas do estilo. A performance dele é simplesmente soberba nesta faixa.

Outro cara que dispensa apresentações e que dificilmente terá algo ruim envolvendo o seu nome é o incrível Jorn Lande! Esse cara parece ficar cada vez melhor e mais versátil a medida que envelhece, agraciando o álbum com uma alta dosagem de interpretação e bom gosto.

Enfim, pro meu gosto pessoal, particularmente, não é um álbum que me agrade 100%, já que não curto toda essa coisa muito "colorida" e "alegrinha" em muitos refrões (kkkk). Mas tenho que reconhecer que a qualidade musical e a atmosfera envolvente das faixas são de arrepiar. A quantidade de detalhes nos instrumentais, as melodias vocais, somado com a trama que agora sabemos ser uma autobiografia de Tobias, tudo isso, deixa o álbum com uma vibe mágica. ouça e não te arrependerá!!

NOTA - 8,5/10




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CANDLEMASS - The Door to Doom
22 de Fevereiro

Fazia tempo que não ouvia falar desta banda. O CANDLEMASS é uma espécie de filho bastardo do Black Sabbath, por vezes, mais sombrio que o próprio pai. Nunca acompanhei a banda de perto, ouvia uma música aqui e acolá, já que não é uma banda tão popular no meio metálico, ao menos aqui no Brasil (pois é...). O último álbum de estúdio é de 2012 então, não sei se houve um hiato, se a banda acabou e voltou, não pesquisei. O fato é que a banda lançou um novo álbum em 2019 e é uma das coisas mais fodas que ouvi nos últimos tempo!

"The Door to Doom" é o que tem de melhor no legado deixado pelos pais do Metal. Riffs criativos, pesados e densos, atmosferas sombrias, levadas cativantes e um vocalista com um voz linda,  poderosa e, o melhor, única! Que timbre foda!

Ah, já ia me esquecendo! Falando de pai e filho, sabe quem faz uma participação mais que especial neste álbum? Ele mesmo, o  pai Tony "Fucking" Iommi!! Veja o vídeo abaixo (Ele não aparece, mas é possível ouvir seu solo)!!

NOTA - 9,5/10




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DREAM THEATER - Distance Over Time
22 de Fevereiro

Depois de um álbum que dividiu opiniões por sua abordagem temática e teatral, onde tivemos uma banda com um trabalho inspirado em musicais da Broadway e um play de mais de 1h e 30mins de música arrastada e monótona (que funcionou muito bem no contexto visual), eis que o grupo ouve a súplica de seus fãs e volta a sua verdadeira essência!

"Distance Over Time" tem tudo o que esperamos do DREAM THEATER: grandes temas, ótimas levadas, peso, quebradeira, fritação, feeling e belas harmonias. Um álbum que retoma ao ponto de uma sequencia de ótimos lançamentos interrompida por "Astonishing".

Com relação aos destaques do álbum, cito "Fall Into the Light", uma música pesada, com muitas variações de andamentos e levadas que, além de uma sequência de Riffs fodásticos, tem um dos temas de guitarras mais lindos que Petrucci já criou. Também tem "Room 137", um som mais sombrio e com uma pegada cheia de groove. Em seguida vem "S2N", uma faixa que protagoniza, talvez, o momento mais "pé na porta" do álbum, com uma quebradeira e uma pregação de fogo master.

NOTA - 9/10





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