20 de agosto de 2019

[Resenha] HELLISH WAR - Wine of Gods - 2019


E hoje vamos de álbum brasileiro, e dos bons!

O quarto álbum de estúdio da excelente banda brasileira HELLISH WAR foi lançado no dia 19 de Julho deste ano e é o sucessor direto do consagrado "Keep it Hellish" (2013) e o segundo com a voz do vocalista Bil Martins. "Wine of Gods" mantém a formula do trabalho anterior, ou seja, aquele mix de Heavy Metal Tradicional e Speed Metal de dar orgulho a bandas como Saxon, Manowar, Judas Priest e Grave Digger.

A produção do álbum, mais uma vez, está impecável, como também as performances individuais de Bil e seu vocal pesado e agressivo, as guitarras venenosas de Vulcano e Daniel Job e o baixo estrondoso e estalado de JR somando-se as batidas precisas de Daniel Person. O trabalho foi gravado no Omni Studio em Cosmópolis/SP e no Reverbera Studio em Santos/SP, mixado e masterizado no Piccoli Studio em Londres (Inglaterra), por Ricardo Piccoli, com quem a banda havia trabalhado em seu disco anterior, “Keep It Hellish”.

Começo destacando a excelente abertura do álbum, a faixa título, "Wine of Gods", com sua introdução que nasceu pronta para abrir os shows da banda. Ela começa contida e épica para depois evoluir para um Speed nervoso! Já na chegada você é surpreendido com o poder de fogo do grupo. Mais adiante, temos a cadenciada "Falcon" e sua base de riffs poderosos e um refrão de arrepiar até os cabelos do brioco.

"Dawn of the Brave" é arrastada e ritmada, lembrando muito a pagada do Manowar, inclusive nos vocais de Bil, uma sonzeira!! (A levada dela lembra "Blood of my Enemies"). Logo em seguida, para jogar a banda de volta pro alto, vem a veloz "Devin", que na verdade, alterna entre a velocidade e a levada cadenciada. Interessante a introdução de batera que Daniel Person criou para ela, fazendo um contraponto com as guitarras. E se, até agora, você sentiu que a banda não havia feito referência ao Iron Maiden, ela vem na música instrumental "House on the Hill" em toda a sua glória, já nas primeiras notas das guitarras dobradas. Faixa digna de nota.

"Burning Wings", junto com "Wine of Gods" e "Falcon" é o ponto alto do álbum e uma das melhores da banda. Ela começa com um riff pegado, nervoso e pesado, seguido de uma levada andante, boa pra bater cabeça. Tem aquele clima "metalzão anos 80" que só os medalhões conseguiram criar, sem falar no refrão fodástico. Para o meu gosto pessoal, tem tudo para se tornar a grande faixa do trabalho. 

E o último destaque do álbum é a especialíssima "Warbringer", que conta com a participação de ninguém menos que Chris Boltendahl, vocalista do Grave Digger. A música em si não tem muita coisa de especial e lembra exatamente as músicas do GD, mas vale a nota sobre isso, já que até o próprio Chris comentou a respeito em seu perfil do Facebook, coisa que raramente acontece nestas situações e também por ser a única faixa, até o momento a ter um material visual. Leia a nota:
“Estou orgulhoso de fazer parte do novo álbum da banda brasileira Hellish War. Eles soam como se fossem uma banda europeia dos anos 80, como numa mistura do velho Running Wild, Rage e Grave Digger. Os riffs e vocais poderiam ter sido compostos na Alemanha ou em qualquer outra parte da Europa. Os fãs vão se surpreender com a energia e o poder dessa banda! Eu os desejo tudo de bom e muito sucesso no futuro com seu novo álbum, Wine Of Gods”.


Manter o nível de excelência depois de um lançamento como "Keep it Hellish" não é uma tarefa muito fácil, a pressão e perspectiva em cima da banda daquele ponto em diante, sempre serão sentidas, mas creio que "Wine of Gods" cumpriu o seu papel e deu uma sequência digna a qualidade impecável da banda. Este é mais um belo capítulo escrito na história do HELLISH WAR e do Heavy Metal brasileiro. Um dos melhores com certeza. 


NOTA - 9,0
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HELLISH WAR - Wine of Gods - 2019
Tracklist
01. Wine Of Gods
02. Trial By Fire
03. Falcon
04. Dawn Of The Brave
5. Devin
06. House On The Hill
07. Burning Wings
08. Warbringer
09. Paradox Empire
10. The Wanderer

Músicos:
BIL MARTINS  - Vocal
VULCANO - Guitarra
DANIEL JOBS - Guitarra
JR - Baixo
DANIEL PERSON - Bateria




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