5 de setembro de 2019

[Critica] SILVER BULLET - TURILLI/ LIONE RHAPSODY - SABATON - MÄGO DE OZ

Quer sair do tradicional e do óbvio, conhecer coisas novas e diferentes? Pois então, hoje trago pra vocês quatro lançamentos bem atípicos, mas que me chamaram muito a atenção. Confira:




SILVER BULLET - Mooncult

Sabe quando você está escutando a playlist do Spotify e este acaba, e então, o aplicativo começa a tocar músicas semelhantes ao que você estava escutando? Pois é, foi assim que descobri esta ótima banda. A primeira música que tocou foi a incrível "She Holds the Greatest Promise", e eu gostei dela de cara por um motivo bem peculiar: eu achava que era o Tim "Ripper" Owens cantando! Isso mesmo, a voz do vocalista, ao menos no começo da música. parecia e muito com "Ripper". Depois, enquanto ouvia o álbum na íntegra, pesquisei sobre a banda e descobri que ela vem da Finlândia. 

"Mooncult" é fantástico, traz muitas influências do Heavy Metal, desde o tradicional e o Thrash, até o Power Metal. A produção do álbum é grandiosa e as performances individuais impecáveis, como de se esperar de uma banda finlandesa, mas o destaque mesmo fica por conta do excelente vocalista Nils Nordling e sua incrível versatilidade de timbres. Nils é indiscutivelmente muito influenciado por Tim Owens.

Destaques para a playlist:
"She Holds the Greatest Promise", "Forever Lost", "Maiden, Mother and Crone", "The Witches Hammer", "Eternity in Hell" e "Lady of Lies". (apesar de que poderia colocar 90% do álbum sem medo). Pra mim, uma ótima surpresa, gostei da banda de cara, graças ao Spotify. 


NOTA - 9,5


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TURILLI/ LIONE RHAPSODY - Zero Gravity (Rebirth and Evolution)

Como já indicado pelo nome do projeto, o trabalho é um lançamento de ex-integrantes do RHAPSODY OF FIRE, o icônico guitarrista Luca Turilli e o formidável vocalista Fabio Lione (Angra). Na formação, também há integrantes de antigas formações da banda italiana, como o baixsta Patrice Guers, o guitarrista Dominique Leurquin e o baterista Alex Holzwarth. Além da participação especial da cantora Elize Ryd (Amaranthe) e de Mark Basile (DGM).

Sobre o álbum, ele foi financiado pelos fâs através do crowdfunding e não decepcionou a ninguém, já que é um dos melhores lançamentos de 2019. As composições são inspiradas e a temática inteligente, envolvente do começo ao fim e, obviamente, as performances dos líderes do projeto são perfeitas, como também de toda a banda que os acompanha. 

Todos os elementos melódicos da antiga banda do integrantes estão presentes, porém, de uma forma mais moderna e progressiva. Há muito mais peso e variações rítmicas, muito semelhante ao que o ANGRA tem feito nos álbuns com Lione (quem influenciou quem será?).

Destaques para a Playlist:

"Phoenix Rising", "D.N.A. (Demon And Angel)", "Zero Gravity", "Decoding The Multiverse" e "Multidimensional".


NOTA - 9,0




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SABATON - The Great War

O SABATON é uma banda gigante na Europa, uma das principais atrações e um dos filhos do festival Wacken Open Air. Os álbuns sempre trazem como tema principal as guerras e batalhas através da história e o 9º álbum do grupo não podia fugir a regra. Como o nome sugere, o conceito lírico do trabalho é sobre os horrores da 1ª Guerra Mundial e seus heróis. 

Musicalmente, o que você ouve em "The Great War" é o "mais do mesmo" de toda discografia da banda: vocal grave, poderoso e agressivo, corais retumbantes, tom épico, levadas dançantes e empolgantes, conduzidos por aquela bateria grave e marcante. É uma banda que criou seu estilo e o mantem fielmente ao longo dos seus 20 anos de existência, comemorados em 2019 com a turnê deste álbum. Na verdade, pra quem já conhece e acompanha a banda, quem é fã mesmo, não tem muito do que falar, não há novidades, além das novas músicas, é claro.

Destaques para a Playlist:

"Seven Pillars Of Wisdom", "The Attack Of The Dead Men", "Great War" e "The End Of The War To End All Wars"


NOTA - 7,5



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MÄGO DE OZ - Ira Dei

Por essa vocês não esperavam! Sim, trago a vocês o novo álbum da lendária banda espanhola MÄGO DE OZ. "Ira Dei" é o 13º álbum do grupo e é conceitual. Pra quem acompanha a banda (o que não é meu caso, até o momento), é a continuação da história contada no disco "Jesús de Chambéri" de 1996, anos depois dos seus eventos, segundo release do trabalho. Aqui vai um resumo do conceito pra se ter uma ideia, que mistura religião, misticismo e ciência:
"Alguns anos depois, a Terra começa a sofrer catástrofes em larga escala, todos percebem que, após várias décadas de poluição e destruição para o planeta, era hora de prestar contas, o julgamento final iminente está se aproximando. Os humanos acreditam que a única maneira de conter a ira de Deus é reunir a trindade terrena, sendo composta por Cristo (Leartnas), o anticristo (Santrael) e sua mãe Rebecca.
Alguns cientistas reavivam Rebecca (a clonagem) e a levam para conhecer seus filhos para que eles possam se reconciliar."
Vou dizer uma coisa pra vocês, "Ira Dei" é uma das melhores coisas que ouvi nos últimos tempos. Um álbum bem gravado, com ótimas performances e, o principal, muito inspirado e criativo. O MÄGO DE OZ, hoje em dia, faz um Folk Metal com Power Metal de muita propriedade, mesclando elementos como gaitas, violinos, flautas e banjo de maneira perfeita e coerente, sem deixar a coisa repetitiva e massante como a maioria das bandas do estilo. E a produção, a cargo Alberto Seara, está fodástica!

Os vocais são ótimos e com o diferencial, já conhecido pelos seguidores da banda, de ser cantado em espanhol, o que dá um toque especial ao trabalho para nós brasileiros, já que a pronúncia se aproxima muito do português e não há muita dificuldade de entender as letras. Sem mais, o álbum é perfeito do começo ao fim, a começar pela capa!

Destaques para a Playlist:

"In Eternum", "Tu Funeral", "Ciudad Esmeralda", "Tequila Tanto Por Vivir", "Te Trairé Horizonte", "La Cantiga De las Brujas", "El Amor Brujo" e "Suspiria"


NOTA - 10






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