[Critica] BRITISH LION - SONS OF APOLLO - MAGNUM

Começamos 2020 chutando a porta com grandes lançamentos! Confira!






BRITISH LION - The Burning

Quando a banda de Steve Harris soltou os primeiros singles eu fiquei cético, achei que seria outro álbum fraco como o primeiro, já que as duas faixas disponibilizadas pareciam tão sem sal nem açúcar e com uma sonoridade "pau mole". Porém, bastou "The Burning" ser lançado nos canais de Streaming e a coisa mudou. É inegável que foi dado uma melhorada na produção que, mesmo trazendo uma vibe de "banda pequena", deu uma encorpada. E também é inegável que este segundo título é infinitamente melhor!

Até o vocalista Richard Taylor parece estar cantando com mais potência. Na verdade, a banda toda soa muito bem e, diferente do primeiro álbum, o baixo de Steve está mais bem balanceado na mixagem, não ficando tão na cara, apesar de bem perceptível. 

Outra coisa que pude perceber neste álbum, é que ele está mais pesado e chegando muito perto do próprio IRON MAIDEN, me deixando inclusive, com a impressão de algumas músicas aqui são sobras da banda principal de Harris. Ouça "Father Lucifer", "Elysium", "Spit Fire" (Essa então... veja abaixo) e "Bible Black"... Cara, as linhas vocais parecem ter sido feitas para o Bruce cantar, fora todo o resto... Porém é óbvio, estamos falando do mesmo compositor, só que era pra ser outra proposta... "ou será que não?".

O fato é que "The Burning" é um baita álbum, uma sonzeira atrás da outra, vale a pena cada segundo!

NOTA - 8.0/10




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SONS OF APOLLO - MMXX

Outra banda que se superou em seu segundo lançamento foi os monstros do SONS OF APOLLO. O Dream Team formado por Mike Portnoy, Billy Sheehan, Derek Sherinian, Ron "Bumblefoot" Thal e Jeff Scott Soto traz um álbum um pouco mais pesado que o debut, além de uma melhora na produção e a afirmação da identidade da banda.

"Goodbye Divinity", o primeiro single disponibilizado é a mais "pop", depois dela, temos um desfile de um tijolasso atrás do outro. O mais legal do SOA é que eles conseguem dosar o lado Progressivo com o Hard e o Heavy de forma espetacular, sem deixar nenhuma das faixas cair no tédio. Acredito que o estilo diferenciados dos envolvidos e a voz marcante e única de Soto contribui pra isso.

Outros destaques ficam por conta das pesadassas "Asphyxiation" e "Fall to Ascend", esta segunda com uma introdução visceral de Portnoy e com aquele tempero do DREAM THEATER, a progbluesy "King of Delusion" transbordando feeling e insanidade. Pra fechar, temos a longa e fodástica "New World Day" com seus 15 minutos de muita melodia e, claro, desfile de técnica individual.

NOTA - 9,5/10





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MAGNUM -The Serpent Rings

Cara... Quando uma banda como o MAGNUM lança um álbum novo, eu fico muito feliz. Bandas como esta, e aqui incluo outros medalhões como URIAH HEEP e, mais recentemente, o LUCIFER´S FRIEND, são verdadeiros guerreiros e sobreviventes, que estão aí, mesmo injustiçadas e subestimadas, com músicos espetaculares e cantores fantásticos que, nos seus 60/70 anos de idade ainda mandam muito mais que a "piazada nutella" de hoje. E quando lança um álbum da qualidade como "The Serpent Ring" então, eu aplaudo de pé!!

Ok. Os 2 últimos lançamentos da banda não foram tão bons assim, mesmo assim tiveram faixas memoráveis. Agora, este título de 2020 realmente está um petardo. Ele lembra o impacto e o extremo bom gosto do álbum "Scape From the Shadow Garden" (2014), que você consegue ouvir todo o play, do início ao fim de boa. Não tem nenhuma música ruim por aqui, mas tem as melhores, como é o caso de "Where Are You Eden", "You Can´t  Run Faster Than Bullets", "Not Forgiven" e "House of Kings".

Se você não conhece essa verdadeira lenda do Rock, com mais de 40 anos de história, bem, pode começar por esse aqui e não vai te arrepender.

NOTA - 9,0/10


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